Eleição da Cooperaliança terá duas chapas

Reginaldo de Jesus, o Dedê, busca a reeleição, enquanto Everaldo Rosso é o candidato pela chapa de oposição à atual administração


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Tiago Monte

Içara

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Encerrou ontem, às 18 horas, o prazo para inscrições das chapas que disputarão a eleição do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e delegados da Cooperaliança. Foram confirmadas duas candidaturas: na Chapa 1, Reginaldo de Jesus, o Dedê, irá para a reeleição, enquanto Everaldo Rosso desponta como opositor na Chapa 2.

Os associados terão também a prestação de contas do exercício de 2022, destinação das sobras apuradas no exercício, fixação de pró-labore e cédula de presença aos membros, plano de investimentos para 2023 e para aplicação dos recursos do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates).

A eleição acontecerá no dia 28 de janeiro, sábado, das 8h às 17h. As votações serão realizadas na Escola Estadual Salete Scotti dos Santos. Para exercer direito de voto, o associado deverá apresentar documento com foto que o identifique e estar rigorosamente em dia com as obrigações junto à Cooperativa.

Em busca da continuidade nos projetos

Atual presidente, Dedê exalta os bons resultados obtidos na atual gestão – a primeira dele. Eleito em 2019, ele destaca a saúde financeira da empresa. “O resultado mais do que triplicou. A saúde financeira da empresa está plena, os projetos sociais são muitos e estamos investindo muito nisso em Içara, Rincão, Jaguaruna e um pedacinho de Araranguá. A gente entende que isso nos motiva à reeleição. Lógico que precisamos trocar alguns conselheiros, porque o estatuto obriga a trocar, mas a chapa vai manter o mesmo perfil que deu resultado nestes quatro anos”, pontua.

O presidente ressalta a importância de seguir de olho no mercado de energia. “A compra de energia é que proporciona uma tarifa baixa, um pouco mais justa. Eu sempre digo que a energia no Brasil é cara, não apenas para a Cooperaliança, mas pegamos a empresa com a quinta tarifa mais cara do Brasil e deixamos entre as 25 mais baratas do país. Isso está no ranking da Aneel”, ressalta.

Dedê enfatiza que a continuidade é necessária para que projetos maiores sejam desenvolvidos. “Essa é a oportunidade que eu estou pedindo ao associado para continuarmos os projetos que estão em andamento. Ou seja, precisamos ainda, nos próximos dois ou três anos, melhorar praticamente toda a rede rural. Substituir tudo. Vamos colocar uma rede mais moderna, com cabeamento mais grosso, porque, em épocas de vendavais, as árvores batem na rede e falta energia, queima equipamento. Nós vamos investir e temos um programa para a rede rural toda nova”, diz.

Colocação de novos medidores de energia

O presidente destaca um dos projetos que pretende colocar em prática, caso seja reeleito. “Temos um projeto em andamento para colocar medidores inteligentes, porque a cooperativa tem 60 anos, nós temos medidores, na casa do pessoal, e precisamos trazer segurança no consumo. Não somos os donos da razão, então precisamos saber se a energia está sendo medida certinha, se o consumidor não está sendo lesado, se aquilo está aferido. São 49 mil sócios, como vamos controlar todos os medidores”, ressalta.

Ele também pontua a necessidade da construção de uma nova subestação. “Estamos projetando, para os próximos 10 anos, claro que não será mais comigo, mas o município-sede, Içara, precisará, daqui seis a oito anos, de uma nova subestação. Isso já precisa ser projetado, por conta de investimentos. O Balneário Rincão e a região dos Lagos está atendido, com a nova subestação, e precisamos programar a nova obra em Içara”, diz.

Necessidade de mudança na gestão

Por outro lado, Everaldo Rosso se apresenta com uma alternativa democrática ao posto de presidente da Cooperaliança. “O movimento em si, a chapa, nasceu naturalmente, em conversas entre associados de diversos setores e segmentos da cidade, que fazem algumas observações, em relação ao modelo de gestão. Essas pessoas entendem que deveríamos ter uma possibilidade de escolha, no sentido de ofertar para a sociedade, e para os associados, um poder de escolha. É um projeto que não é pessoal, nem contra ninguém. Enfim, é um projeto meramente democrático”, comenta.

Um dos pontos destacados por Everaldo é a necessidade de distribuição de lucros entre os associados. “Algumas cooperativas fazem isso entre os seus associados. Então esse é um assunto que iremos tratar com bastante cuidado e vamos buscar isso. Hoje, não é feito e é algo que as pessoas questionam na rua. Vamos levar a discussão para dentro da cooperativa e trabalhar isso”, pontua.

Everaldo também ressalta a reclamação de alguns associados sobre a falta de acesso às informações claras e simples do que acontece com a Cooperativa. ”Essas pessoas têm falado bastante, durante um determinado período, que existe a necessidade de haver um meio, um canal, onde o associado interaja com a cooperativa e de modo simples. Isso para saber quanto a cooperativa está gastando, onde está indo o dinheiro. Uma espécie de portal da transparência”, diz.

O candidato da oposição quer aproximar mais a cooperativa dos associados. “Queremos despertar no associado o ‘senso de pertencimento’ pela cooperativa, mas não para determinados tipos de associados apenas. Queremos criar um mecanismo de inclusão de todos. A gente vai aproximar as pessoas da cooperativa. Vamos criar um canal de integração entre o associado e a cooperativa. Isso vai se dar através de reuniões nos bairros, nas comunidades. A gente vai reunir as comunidades e criar um mecanismo para mobilizar essas pessoas e fazer com que elas estejam, periodicamente, em contato conosco. Vamos levar a cooperativa – diretoria, presidente e responsáveis pela gestão – para tirar dúvidas e ouvir propostas. Vamos esclarecer tudo e aproximar a cooperativa do associado”, destaca.

Everaldo também quer dar mais atenção às empresas. “Dirigir um olhar especial a elas, no sentido de colocar à disposição o Departamento Técnico da cooperativa, que possa buscar, trabalhar e estudar formas de otimizar recursos das empresas. No sentido de buscar formas de reduzir o custo de energia elétrica para as empresas. Vamos trazer o empresário, colocar nosso técnico à disposição e sentar para avaliar o que dá para fazer para reduzir o custo das empresas”, finaliza.

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