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Criciúma
terça-feira, julho 23, 2024

Construída sem autorização, obra gera polêmica em Criciúma

Edícula erguida em poucos dias, em pátio de centro comunitário, no bairro Boa Vista, tem gerado reclamações da comunidade. Enquanto Administração Municipal alega que o terreno é privado, empresa nega ser proprietária do espaço

Criciúma
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

Uma controvérsia envolvendo a construção de um barraco no pátio do Centro Comunitário, localizado no bairro Boa Vista, em Criciúma, tem gerado debates e preocupações na comunidade local.


De acordo com um morador do bairro que preferiu não se identificar, a prefeitura recentemente fez melhorias significativas para a comunidade, incluindo a expansão das instalações do Centro Comunitário. As melhorias incluíram a construção de quadras de jogos, um campo de futebol e um parquinho para crianças, beneficiando os moradores da região.


No entanto, a controvérsia surgiu quando, no último domingo, uma denúncia apareceu, alegando que um barraco estava sendo construída em um terreno no pátio do Centro Comunitário. A Polícia Militar foi acionada por moradores indignados. “A polícia veio, mas informou que não pode fazer nada sem uma ordem de despejo e judicial. Apesar disso, foi registrado um boletim de ocorrência”, destaca um morador do bairro Boa Vista.


Responsabilidade

Durante a madrugada de segunda-feira, dia 4, as obras foram retomadas, gerando ainda mais incertezas sobre a situação. A reportagem entrou em contato com o diretor de Patrimônio da prefeitura de Criciúma, Henderson Cirimbelli Giassi, que explicou que o terreno pertence à empresa Rio Deserto e ainda não foi doado à prefeitura.
Por sua vez, o gerente administrativo e patrimonial da empresa, Edvaldo Apolinário, esclareceu que o loteamento no bairro foi estabelecido para os trabalhadores em 1972, com alguns terrenos designados como áreas verdes, sob responsabilidade do município.

“Dentro do projeto, assinado pela administração municipal da época, alguns terrenos foram dedicados como área verde, por isso seria do município. Na consulta prévia está no nome da prefeitura. Não pagamos mais IPTU. Eles já deveriam ter transferido a escritura”, ressalta.

Foto: Nilton Alves/TN

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