Polícia Civil de SC investiga caso no Paraná semelhante ao de Criciúma

Cidade do interior do Paraná foi atacada na noite de domingo, 17. Ao menos dois PMs ficaram feridos

Foto: Reprodução/ND

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A Polícia Militar paranaense faz buscas pelos criminosos que atacaram a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná, na noite deste domingo, 17. Fortemente armado, o grupo bloqueou acessos da cidade, incendiou veículos em frente a um batalhão policial e tentou assaltar uma empresa de transportes de valores.

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Pelo menos três pessoas ficaram feridas, entre elas dois policiais. A Polícia Civil de Santa Catarina presta apoio às investigações.

O tenente-coronel Joas Marcos Carneiro Lins do 16º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Guarapuava, repassou detalhes da atuação das equipes policiais durante ação criminosa na cidade.

De acordo com o tenente-coronel, a situação é de tranquilidade na manhã desta segunda-feira, 18. “As aulas podem continuar, o comércio pode continuar aberto”, disse.

Joas citou o ataque ao 16º BPM e afirmou que, como já existia um plano de contingência em função de ocorrências semelhantes que aconteceram no país, foi feito um cerco “não colocando a sociedade em risco por conta do forte armamento que esses marginais estavam de posse”.

“Tivemos um cerco, frustramos a ação, eles acabaram saindo da cidade e aí, sim, houve um confronto nos bloqueios que fizemos, na área rural da cidade e nas saídas das rodovias. Dos sete veículos que estavam na ação, cinco foram alvejados e os meliantes saíram para o mato”, explica Joas.

O comandante acrescenta que farta munição e fuzis foram apreendidos. “Agora, estamos no encalço dos elementos na área rural”, completa.

O pedido é para que os moradores das áreas rurais repassem informações à polícia realizando denúncias referente a movimentações estranhas.

 

Polícia Civil de SC auxilia investigações

A Polícia Civil de Santa Catarina auxilia as investigações coordenadas pela Polícia Civil do Paraná.

Segundo o delegado da DEIC (Delegacia de Roubos e Antissequestro) de Santa Catarina, Anselmo Cruz, desde os primeiros minutos da ação os agentes catarinenses entraram em contato com o setor de inteligência da Polícia Civil do Paraná para troca de informações.

Isso se dá por conta da forte semelhança que o caso de Guarapuava tem com o ataque sofrido pela cidade de Criciúma, no Sul de SC, em dezembro de 2020, com veículos incendiados, muitos tiros e reféns.

As ações aterrorizam cidades de pequeno e médio portes e se aproveitam dos gargalos da estrutura policial para roubar altas quantias de dinheiro e espalhar terror.

Além disso, o delegado citou a operação Caixa Verde, que ocorreu no início deste ano no Norte do Estado e frustrou a ação de criminosos que estariam planejando um grande assalto em Santa Catarina.

O ataque em Guarapuava

Um grupo fortemente armado atacou a cidade de Guarapuava, no Paraná, na noite de domingo e madrugada desta segunda-feira, 18.  O alvo da ação seria uma transportadora de valores. Projéteis de fuzil ficaram espalhados pelas ruas.

Segundo a prefeitura de Guarapuava, a ação deixou ao menos três pessoas feridas, sendo dois policiais militares e um morador. Um dos PMs foi ferido na cabeça e está em estado grave no hospital e o outro, na perna. O morador passa bem.

Muitos moradores foram utilizados como escudos humanos durante o assalto e, segundo informações do Samu, um deles foi baleado.

Uma base da Polícia Militar foi atacada a tiros, e um caminhão foi incendiado na frente impossibilitando a saída dos policiais do 16⁰ Batalhão de Polícia Militar de Guarapuava.

Equipes de apoio da PM de toda a região, inclusive de Curitiba, foram acionadas. A Polícia Rodoviária de Ponta Grossa e o Exército também foram chamados para enviar reforços ao município, localizado a 255 km da Capital do Paraná.

Nas imagens compartilhadas na internet é possível ouvir tiros disparados. Veículos foram incendiados no meio das ruas da cidade, que teve diversas vias bloqueadas. “Houve ataque a base da Proforte em Guarapuava, orientem a população para que se abriguem em suas casas”, relatou a PM.
O grupo, de aproximadamente 30 criminosos, utilizou armas de grosso calibre e fugiu da cidade em direção ao interior do Paraná.
*Via ND+ / Com informações do Portal R7 e RIC Mais 
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