Morro da Fumaça: bandidos são condenados por latrocínio ocorrido em 2021

Os latrocidas estavam em um Renault/Clio branco, quando abordaram um cidadão que tripulava no VW/Jetta. O crime aconteceu em 26 de abril de 2021

Foto: divulgação

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Três pessoas foram condenadas pelo latrocínio ocorrido em 26 de abril de 2021, em Morro da Fumaça. Segundo a Polícia Civil, o primeiro criminoso foi condenado a 57 anos de prisão em regime fechado, o segundo a 52 anos, e o terceiro a 34 anos, também em regime fechado. Os latrocidas estavam em um Renault/Clio branco, quando abordaram um cidadão que tripulava no VW/Jetta. A vítima, Clayton Moreira da Silva, de 33 anos, teria entrado no veículo com medo, quando foi alvejada por um disparo de arma de fogo, andando alguns metros com o automóvel e batendo em uma casa na sequência. Os criminosos fugiram do local.

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Segundo agente da DRR/DIC de Criciúma, responsável pelo plantão no local do crime, três indivíduos estariam praticando roubos em um veículo Clio, branco.A vítima de um roubo havia  reconhecido os suspeitos e indicou que eles o teriam assaltado usando o mesmo veículo (Clio branco). 

Passado algum tempo, o signatário tomou conhecimento que a esposa de um dos suspeitos, acionou a Polícia Militar, dizendo que teria sido vítima de um sequestro relâmpago, ficando das 19:00 às 23:00 horas no porta malas do carro, quando foi liberada. 

Então, a PC, em parceria com a PMSC, constatou diversas contradições nas declarações dela, tendo ela sequer ligado para o companheiro depois do crime, tendo dito que saiu de casa para ir comprar um X-salada na lanchonete de sua prima. 

Foi realizado o trajeto dela, sendo que no local onde teria ocorrido o sequestro relâmpago havia uma câmera do sistema Bem-Te-Vi, que foi constatado que ela não estava no local. Diante da situação, descobriu-se onde estava o suspeito M. J., de 30 anos, e então a PCSC foi até o local e efetuou a prisão. 

Foi constatado ainda que todos os objetos, inclusive bolsa, documentos, cartões e dinheiro da suposta sequestrada estavam na casa, fato que comprova ainda mais que a história contada por ela era falsa, pois não tinha absolutamente nada ou motivo para ser assaltada e mantida sob o poder dos ladrões. Que diante dos fatos, o comunicante deu voz de prisão ao casal e o conduziu à CRPP para lavratura do procedimento cabível.

No local, o suspeito indicou onde estava o veículo Renault/Clio, afirmando também onde dispensou seu telefone celular.

 

Da continuidade das investigações

Desde a manhã de terça, dia 27 de abril, a DP de Morro da Fumaça e a DIC de Criciúma empreenderam esforços para buscar provas de autoria do latrocínio e de outros dois roubos praticados, sendo na noite do dia 26, na BR 101, em Içara, o trio tentou roubar outro veículo. Como o casal não parou, também efetuaram um disparo, cujo projétil acabou sendo apreendido pela Central de Polícia de Araranguá, onde o boletim foi registrado, sendo que o projétil que atingiu esse veículo e o projétil que atingiu a vítima Clayton serão comparados pelo IGP, tendo as vítimas reconhecido o veículo Clio e um dos suspeitos.

Através de perícias no veículo Clio, o IGP identificou três impressões digitais de três suspeitos, colhendo-se outras provas de autoria.

Diante disso,  a PC requereu ao Poder Judiciário de Urussanga, através do Dr. Roque Lopedote, com aval do MP, através do Dr. Elias Albino, três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão na residência de dois suspeitos e em residências dos possíveis fornecedores de armas e drogas. 

A DIC de Criciúma também solicitou mandados de prisão preventiva e de buscas de investigados, deferidos pelo Dr. Guilherme Costa Cesconetto, com aval da Dr. Andréa Tonin, Promotora de Justiça. Assim, na tarde de ontem, 04 de maio, a PC, com apoio da GR/9, do Saer e do Noc/K9 da Dic de Criciúma, cumpriram as decisões.

Foram apreendidas drogas, dinheiro e celulares. R. L. C. J., 28 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Foram presos preventivamente e temporariamente D. C. Z. de L., 22 anos, e A. W. de M. A., 23 anos. G. K. G. de S. D., de 35 anos, foi presa temporariamente. Ela teria forjado o suposto sequestro.

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