Maracajá decreta situação de emergência devido ao excesso de chuvas

Em Maracajá, os acessos às comunidades de Cedro, Sangão Madalena e Acesso Norte estão bloqueados pela água

Foto: Divulgação

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Uma força tarefa da Administração Municipal, juntamente com a Coordenadoria Municipal da Defesa Civil e os departamentos de Assistência e Bem-Estar Social, Agricultura e Educação, está acontecendo desde terça-feira, 05, para atender as famílias atingidas pelas fortes chuvas.

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Em Maracajá, os acessos às comunidades de Cedro, Sangão Madalena e Acesso Norte estão bloqueados pela água. Já na área central, em frente à prefeitura, a avenida está coberta pela água. O acesso ao Paço Municipal está sendo realizado pelo portão dos fundos.

Ainda na terça-feira, as equipes da prefeitura estiveram nos locais mais preocupantes, orientando as famílias para deixarem suas casas e procurassem um local seguro para passar a noite. “Cerca de 25 famílias foram para casas de parentes, pois tiveram suas residências atingidas pela chuva. Também disponibilizamos o ginásio de esportes, mas por enquanto não foi utilizado”, detalhou Cleber Darolt, coordenador municipal da Defesa Civil em Maracajá.

Resgate

Na manhã desta quarta-feira, dia 04/05, por volta das 9h, a Defesa Civil Municipal acionou o Corpo de Bombeiros, para realizar o resgate de um homem, que acabou ilhado em sua residência devido ao aumento do nível do Rio. O fato aconteceu na rua Natal Nola, no Centro.

Conforme relato da guarnição dos bombeiros, ao chegar no local, uma equipe da defesa civil já os aguardava para passar a situação e indicar a localização da pessoa ilhada. Sendo assim, com auxílio de uma embarcação, foi feita a retirada da vítima do local de risco. O homem se deslocou para a casa de familiares.

A equipe da prefeitura salienta que esteve na residência deste senhor no dia anterior e o orientou a deixar sua casa, já que o rio estava subindo rapidamente, e sua residência poderia ser atingida. O mesmo não quis deixar o local, mas nesta quarta-feira acabou solicitando apoio da defesa civil municipal.

Além deste senhor, duas famílias que moram próximo ao acesso Norte também precisaram ser resgatadas. No final da tarde foi realizada uma força tarefa da Defesa Civil com o apoio dos Corpo Bombeiros e Polícia Militar Ambiental, na comunidade de Sangão Madalena, onde cinco famílias estavam em situação de risco, porém somente duas delas aceitaram ajuda.

Situação de Emergência

O prefeito Anibal Brambila, a secretária de Administração e Finanças, Rejane Pereira, e o coordenador da Defesa Civil, Cleber Darolt, se reuniram no final da tarde no Paço Municipal para avaliarem a situação do município.

O prefeito Brambila decretou situação de emergência após as fortes chuvas que atingiram o município. O Decreto nº 049/2022 cita, principalmente a precipitação de um grande volume de água nos dias 03 e 04 de maio, que resultou em danos e prejuízos à cidade. O Rio Mãe Luzia transbordou, alagamentos foram registrados, famílias ficaram desalojadas e houve ainda perdas na agricultura.

O decreto entra em vigor a partir de hoje, dia 04, data de sua publicação e tem como base o Formulário de Informações do Desastre – FIDE.

Visita da Regional

O Sargento BM, Rodrigo Bonaldo Rafael, coordenador Regional da Defesa Civil, esteve em Maracajá, onde visitou alguns pontos de alagamentos no município. Também esteve na prefeitura, onde se reuniu com o prefeito.

A orientação é que a população permaneça em alerta, pois ainda há previsão de chuva. Além disso, a defesa civil segue monitorando o rio, que segue subindo. “É importante que as pessoas sigam as nossas orientações e se precisarem de auxílio podem entrar em contato pelos telefones 199 da Defesa Civil ou 193 do Corpo de Bombeiros”, enfatizou.

Aulas Suspensas

O Departamento de Educação de Maracajá manteve a suspensão das aulas na Rede Municipal de Ensino. Segundo o diretor de Educação, Daniel de Souza, nesta quinta-feira, dia 05/05, não haverá aulas. “A Defesa Civil Municipal nos orientou pela suspensão, pois ainda tem muitas ruas da cidade alagadas e comunidades sem acesso. Com isso, visando a segurança dos alunos, seguimos a determinação”, explica. Após o retorno, o departamento avaliará uma forma de repor essas aulas perdidas.

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