Criciúma: 7 mil casos de violência contra a mulher são registrados

Nos últimos três anos e meio, crimes que as criciumenses mais sofreram foram ameaças e lesões corporais

Foto: Nilton Alves/TN

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Maíra Rabassa
Criciúma

O último relatório da Polícia Civil de Santa Catarina aponta um número alarmante para as mulheres da cidade de Criciúma. Os dados, que trazem os casos desde 2019, apontam que
7.127 mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica no município nos últimos três anos e meio. Entre os principais crimes estão ameaças, com 418 ocorrências, e lesões corporais, com 185 casos só de janeiro a junho deste ano.

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Até agora foram contabilizadas 1.078 ocorrências, dentre elas também estão: injúria (112); vias de fato (72); difamação (58); descumprimento de medida protetiva de urgência
(60); maus-tratos (13); estupro de vulnerável (08); estupro (03); perseguição (36). O fenômeno para a alta nos crimes se deve ao grande período de isolamento social provocado
pela Covid-19. “A pandemia fez aumentar os casos de violência doméstica na cidade”, explica Isabel Cristina Feijó, investigadora da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).

Vítimas estão denunciando mais

O aumento nos casos também tem outro fator: as mulheres estão com mais coragem de denunciar seus agressores. “Aumentou os boletins de ocorrência. Agora as mulheres se sentem mais confiantes para dar um basta no que elas sofrem. O crime de perseguição,
por exemplo, está vinculado a não aceitação do ex-parceiro pelo fi m do relacionamento”, avalia a investigadora.

Campanhas
Campanhas em veículos de comunicação são fundamentais para alertar as mulheres sobre a possibilidade de buscar por segurança contra o companheiro agressor. Além disso, existe uma grande rede de proteção, que denuncia os casos já quando ela chega ao hospital com ferimentos, por exemplo. “Quando ela chega ao hospital com uma lesão, os médicos e enfermeiros já conseguem detectar o crime e encaminham o caso para os órgãos competentes. Hoje temos casas de acolhimento com os serviços de proteção à família, já que os filhos também são vítimas secundárias”, conclui Isabel.

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