Secretário em exercício de SC visita obras no Pio Corrêa (Fotos)

Governo do estado afirmou que as obras não pararam, apenas diminuíram o ritmo e agora voltam a acelerar; repasse da terceira parcela para execução da obra deve ser feito até a próxima quarta-feira, 21

Foto: Thais Borges/TN

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Thais Borges/Especial
Criciúma

As obras de macrodrenagem do Rio Criciúma no bairro Pio Corrêa, responsáveis pela empresa Confer, recomeçaram a acelerar nesta quinta-feira, 15, depois de terem diminuído o ritmo devido a falta de repasse de uma terceira parcela de recursos que deveria ter sido encaminhado pelo estado ao Governo Municipal. As obras fazem parte do convênio entre o executivo estadual e o municipal no Plano 1000. O secretário em exercício Alexandre Martins, o secretário de Infraestrutura de Criciúma, Tita Beloli e representantes da Associação dos Moradores do Pio Corrêa estiveram no local nesta manhã para avaliar o andamento dos serviços.

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Além das demais autoridades, representantes da SCGás e da Casan, empresas que também têm papel importante na obra, estiveram no local. O que foi relatado por parte do governo estadual é que as obras não pararam, apenas diminuíram o ritmo. “Nesse momento, a gente retoma o ritmo que estava antes, que era acelerado. Nós estamos acelerando esse cronograma de execução. A dúvida dos moradores não era nem sobre a macrodrenagem, era sobre a pavimentação, que é de responsabilidade do município”, relatou o secretário em exercício Alexandre Martins.

Questionado sobre a posição do prefeito Clésio Salvaro, que insinuou a possibilidade de que o recurso não foi repassado devido a uma retaliação política e estelionato eleitoral por parte do governo estadual, o secretário afirmou que o problema poderia ser evitado. “Estamos vivendo um momento, período eleitoral. Às vezes o discurso é um pouco mais inflamado e o que a gente precisa é de tranquilidade. Essa posição política não ajuda ninguém dentro de Criciúma. O que a gente precisa terminar é a obra e trazer a qualidade de vida para as pessoas”, explicou. Alexandre Martins ainda pontuou: “Não costumo trabalhar com mobilização política para execução de obra. Estou conversando com a equipe de engenharia da prefeitura, da Casan, da SCGás e é esse pessoal que tem a habilitação para falar sobre a obra. O que garantimos é que o estado dá credibilidade e os repasses serão feitos dentro do cronograma e legislação. Realmente, faltava uma prestação de contas da primeira parcela, porque para receber a terceira parcela, você presta a conta da primeira, já que duas foram repassadas. O município prestou em setembro. Houve alguns ajustes, a fiscal solicitou algumas complementações e como estava nesse vai para lá e vem para cá e as pessoas estavam discutindo quais complementações deveriam ser apresentadas, nós puxamos para Florianópolis a resolução do problema e nós analisamos, verificamos, que é possível sim a prefeitura atender o que está sendo solicitado”, confirmou.

Ainda segundo o secretário, todos os encaminhamentos estavam seguindo o protocolo estipulado. “O estabelecido dentro do cronograma da secretaria com a prefeitura, ambos estavam fazendo o que deveria ser feito. Agora, nós temos órgãos de controle e eles estabelecem regras. Não há terceira parcela enquanto a prestação de contas da primeira não for aprovada. A prefeitura assumiu o compromisso de entregar o mais rápido possível aquilo que falta”, destacou. O objetivo é que o recurso seja entregue ainda neste mês de setembro. “Até, no máximo, a quarta-feira da semana que vem (21 de setembro), essa análise tem que ser concluída”, afirmou.

Secretário garante: 50% das obras já estão executadas

“Essa é uma das notícias que a gente gosta de dar. A obra está mais de 50% executada. Dos 12 milhões, nós repassamos duas parcelas de R$2,6 milhões, aproximadamente. Essas duas são repassadas e o município faz o acompanhamento, a fiscalização e a gerência da obra. Queremos o mais breve possível que essa seja concluída”, disse.

Segundo o secretário de obras de Criciúma, Tita Beloli, a expectativa é que na próxima semana já comecem os trabalhos de pavimentação em torno do Marista. “Só estamos esperando a Casan finalizar aqui na Humberto de Campos, perto do Maristinha, até a Guerra Junqueira. A pavimentação é com a prefeitura. Não está no contrato. Base e sub-base é com a empresa Confer. Estamos conversando com a empresa. Eles vão colocar a base e sub-base. Vão começar hoje na Mário da Cunha Carneiro até a Guerra Junqueira para liberar todo o entorno do Marista. Dependendo da Confer resolver esse problema, eu já entro com as máquinas na semana que vem para fazer a pavimentação”.

Tita ainda afirma que a cada 15 dias são combinadas reuniões com os moradores para definir os próximos passos dos serviços.”Depois, vamos fazer uma conversa com os moradores porque nós vamos fazer a recuperação das calçadas”, detalhou.

Quando aos serviços na João Cechinel, um planejamento com as empresas envolvidas será elaborado. “Ali tem hospital, tem várias clínicas. O trânsito ali vai ficar bem complicado. Tem que montar uma logística bem desenhada para não ter qualquer tipo de problema. Nossa ideia é que seja no início do ano que vem, porque agora chega o final de ano e tem muito movimento nos hospitais, para não dar um transtorno maior na região”, definiu o secretário.

Mobilidade no local

Os moradores do bairro têm enfrentado dificuldades de mobilidade nas ruas que compreendem as obras de drenagem. Alguns moradores têm problemas para saírem de suas garagens (confira no vídeo abaixo). A integrante da Associação dos Moradores do Pio Corrêa, Beatriz Meller Ronchi , tem 53 anos, já mora no local há 20 e relata os desafios que os moradores estão enfrentando com as obras no local. “O acesso para as garagens está ficando bem complicado. Aqui é um fluxo violento de carros em função da região do hospital e em função das escolas. Imagina o transtorno que está dando. Criancinhas pequenas que estudam aqui na frente. A gente percebe a angústia dos pais passar com os filhos próximo das máquinas. Isso está causando transtornos para todo mundo, sem falar das clínicas que reclamam constantemente pela dificuldade do acesso dos pacientes”.

A expectativa por parte da Associação é positiva depois da reunião de hoje. “Tudo agora parece colaborar para funcionar e para cobrir os prazos. A gente foi pego de surpresa com a paralisação da obra. A gente acha que entrando todo mundo em consenso é que as coisas finamente andem” completou Beatriz.

Posição de Clésio

Em contradição com o que foi relatado pelo governo do estado, o prefeito Clésio Salvaro afirmou na manhã de ontem (quarta-feira, 14), que as obras estavam totalmente paradas. Ele também alegou que as contas foram prestadas dentro do período estipulado, mas já o secretário licenciado Thiago Vieira, no mesmo dia, afirmou que as contas deveriam ter sido prestadas anteriormente, mas foram prestadas somente em agosto, sendo que, para a terceira parcela ter sido repassada em maio, as contas da primeira parcela repassada já deveriam ter sido prestadas, mas não foram devido a imprudência do executivo municipal.

O prefeito também alegou que o caso poderia ser uma retaliação política e um estelionato eleitoral devido ao seu apoio ao candidato ao governo de Santa Catarina, Esperidião Amin, concorrente do governador Carlos Moisés, que disputa pela sua reeleição. Clésio também relatou ter conhecimento das mesmas atitudes em outras cidades do estado e ameaçou levar o caso ao Tribunal Regional Eleitoral, caso as mediações não sejam pagas.

 

 

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