Vigilância Sanitária lacra esgotos clandestinos em Urussanga

Se os moradores não regularizarem o saneamento serão obrigados a pagarem multa

Foto: Divulgação

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Gustavo Milioli

Urussanga

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Nove casas do bairro Da Esperança, em Urussanga, tiveram o esgoto lacrado pela Vigilância Sanitária ontem. Os resíduos eram despejados de maneira irregular no Rio Caeté.

Em 2015, a Promotoria de Justiça de Urussanga ingressou com uma ação civil pública contra o município cobrando providências contra os crimes ambientais. Sete anos depois, após orientações e reuniões com os moradores, o órgão cumpriu a medida.

“Notificamos esses moradores por diversas vezes. Explicamos a situação. A última reunião que organizamos foi em outubro do ano passado, quando informamos a necessidade da regularização e que se não houvesse a mudança, seríamos obrigados a lacrar. Eles não demonstraram interesse, pois compareceram apenas duas pessoas. Chegou o momento que ninguém achou que iria acontecer, lacramos todos os esgotos irregulares”, declara Filipe Cataneo, coordenador da Vigilância Sanitária de Urussanga.

Apesar do descaso de alguns moradores da localidade, muitos outros entenderam a gravidade do problema e correram atrás da solução. O próprio Governo Municipal dispõe dos encaminhamentos legais para os esgotos serem regularizados.

“Em 2015, eram muitas casas irregulares. Com o passar dos anos, o pessoal foi se orientando e se adequando. Outros ficaram para trás. Avisamos que essa hora chegaria, mas fizeram pouco caso da situação. Na semana passada informamos novamente que eles teriam mais cinco dias para procurarem o Departamento de Planejamento. Lá já tem o modelo pronto, a fossa e o sumidouro. Basta comprar e fazer”, afirma Cataneo, informando que, com um investimento de R$ 600 a R$ 700, já é possível ficar em dia com o município e evitar de pagar a multa.

A Polícia Militar fez o acompanhamento dos trabalhos ontem, às margens do Rio Caeté para evitar possíveis complicações, já que alguns moradores relutaram em aceitar a intervenção da Vigilância. “Desde o início do processo, diversos moradores já se regularizaram. É uma questão ambiental. Quem vai ao local já percebe a nojeira, com o esgoto caindo diretamente no rio. A partir do momento que foi feito o lacre, eles são obrigados a se adequarem, senão o esgoto acaba voltando para a casa. Se cortarem o lacre e voltarem a despejar dentro do rio, o Ministério Público entrará com uma ação e a Vigilância aplicará as multas. Até hoje não precisamos aplicar nenhuma multa, seguimos com a orientação”, destaca o coordenador.

Aprendendo com o passado para mudar o futuro

A ação é importante para conter a poluição nos rios do município e auxiliar na recuperação dos pontos mais comprometidos pela degradação. Cataneo relembrou que Urussanga não possui um bom histórico de preservação ambiental, e que por isso os cuidados devem partir de cada cidadão.

“No passado o carvão degradou muitos rios de Urussanga, então, nos dias de hoje, sem uma rede pública de esgoto, cada morador é responsável por dar a destinação aos próprios resíduos. Consideramos crimes ambientais tudo o que é maléfico ao meio ambiente”, comenta.

O trabalho da Vigilância Epidemiológica vai se estender a outras regiões da cidade. Nas próximas semanas, a abordagem acontecerá aos moradores que vivem às margens do Rio dos Americanos, que corta a área central, onde também existem diversos locais irregulares. “Já começamos a orientar os moradores de outras localidades a procurarem o Departamento de Planejamento, para que não cheguem a esse mesmo destino. Também estaremos no bairro Baixada Fluminense dando continuidade às abordagens”, projeta Cataneo.

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