Vacinação traz alívio, mas não reduz a necessidade dos cuidados

Em janeiro, primeira brasileira recebeu a dose do imunizante contra a Covid-19. Para especialista, momento foi uma ‘virada de página’

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

- PUBLICIDADE -

Criciúma

Das incertezas no início de 2021 à esperança na luta contra o coronavírus. Em janeiro, a primeira pessoa foi imunizada contra a doença no país. Com ela, o alívio. Atualmente, são mais de 143 milhões de brasileiros que receberam as duas doses e aguardam pelo reforço. “A vacina foi uma virada de página”, observa o pneumologista de Criciúma, Renato Matos.

- PUBLICIDADE -

Ainda no início da pandemia, muitos não acreditavam na doença. “Em janeiro de 2020, quando começaram os primeiros casos fora do Brasil, achamos que era algo distante, que não chegaria aqui, em função do nosso clima muito quente. Mas, vimos que isso tudo não existia.  Agora, já faz quase dois anos que vivemos essa situação”, acrescenta o pneumologista.

Após quase um ano lutando contra a doença apenas com as medidas sanitárias e o isolamento social, o imunizante veio para dar esperança à população. “A vacina mudou completamente o curso da doença. Foi um divisor. No Brasil, apesar de tudo, as pessoas usaram bastante máscara. Mas, agora que os imunizantes começaram a fazer efeito, é uma outra história”, enfatiza Matos.

Dose de reforço é fundamental

Ainda em 2021, a dose de reforço contra o coronavírus foi anunciada para a população. “O mais importante é que as pessoas que fizeram a vacina há mais de quatro meses, que elas procurem fazer a dose de reforço o mais rapidamente. Isso deve evitar que tenha, talvez, mais complicações pela Ômicron [nova variante]”, alerta o pneumologista.

Apesar do início da vacinação, as variantes da doença trazem risco à população, mas podem ser evitadas caso os cuidados sejam mantidos. “A Ômicron é, aparentemente, mais transmissível, mas menos letal”, comenta Matos. “Mesmo assim, ainda é motivo de atenção”, completa o pneumologista. Em alguns países, o estrago causado pela cepa atinge milhares de famílias.

“Nos Estados Unidos estava morrendo entorno de 1,2 mil pessoas por dia. Imagina isso em um país extremamente poderoso, financeiro e tecnologicamente. Desses óbitos, 90% são de pessoas não vacinadas. Felizmente, aqui, ainda temos uma mentalidade boa, em relação à vacina, são poucas pessoas que são contra”, analisa Matos.

Para o próximo ano, inclusive, o temor é quanto às novas variantes. “Enquanto o mundo inteiro não estiver vacinado, será incerto. Hoje, o grande problema é a África, que não tem nem 30% da população vacinada. Uma prioridade para o ano que vem e conseguir vacinas para o mundo”, comenta o pneumologista.

Imunização em crianças

Seguindo as normas do Governo Federal, limitadas pela idade e condições de saúde através de grupo prioritários, a imunização foi a principal ferramenta contra a Covid-19 neste ano. Pessoas com idades entre 12 e mais de 90 anos puderam receber as doses da vacina. Agora, as atenções se voltam às crianças.

“É fundamental. No mundo inteiro, diversos países já estão fazendo nessa faixa etária, de cinco a 11 anos. A vacina da Pfizer já passou por testes muito bem feitos, publicados em revistas de primeira linha. Não tem por que não vacinar. Essa é só mais uma loucura brasileira”, defende o pneumologista.

A vacinação de crianças contra a Covid-19 é recomendada pelo Ministério da Saúde. De acordo com um documento publicado pela pasta, que está em consulta pública até 2 de janeiro, a imunização do público de cinco a 11 anos deverá ser realizada com a autorização dos pais ou responsáveis e com prescrição médica.

 

 

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.