Sindisaúde aponta falta de reajuste salarial para profissionais do Samu

Em compensação, atrasos de vencimentos deixaram de acontecer a partir da nova gestão


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Gustavo Milioli

Criciúma

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Santa Catarina está sendo administrado desde o primeiro dia do ano pela Fundação de Apoio ao Hemosc/Cepon (FAHECE). Entretanto, os problemas causados pela antiga gestora, a OZZ, não ficaram para trás. Os profissionais se queixam da falta de reajuste salarial, que persiste o mesmo desde 2017.

O que o Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde) mais temia, aconteceu. A OZZ rescindiu os contratos com todos os trabalhadores, não pagou as rescisões e nem férias. Agora, a classe busca pelos direitos através da Justiça.

“Está sendo discutido e encaminhado ao Ministério Público. A OZZ saiu e não pagou ninguém, deu um verdadeiro calote. A princípio não há nada na conta deles, apenas R$ 40 mil que já foram bloqueados pela Justiça”, salienta Cleber Cândido, presidente do Sindisaúde de Criciúma e Região.

Apesar de o problema atingir todos os profissionais do Samu do Estado, o sindicato não tem planos de iniciar uma nova paralisação. Ao menos, por enquanto. “Nesse momento não existe a possibilidade. Nós temos a esperança de que o Ministério Público, com a ação civil pública, reconheça o Governo do Estado como culpado e faça com que eles paguem a conta”, comenta.

Condições operacionais melhores

As péssimas condições de trabalho também estiveram entre os motivos que fizeram com que os profissionais iniciassem três greves no período de um ano. Além dos direitos trabalhistas, a classe denunciava a precariedade dos materiais de operação e o sucateamento das ambulâncias. De acordo com Cândido, os problemas de estrutura não estão mais atrapalhando. “Voltou ao normal”, relata.

As folhas de pagamento desde que a FAHECE assumiu estão em dia. A empresa já prestava trabalhos ao Governo do Estado administrando Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) e o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon). O contrato foi firmado de forma emergencial por seis meses e deve ser prorrogado até o final do ano, enquanto tramita judicialmente o processo licitatório que elegerá a gestora do Samu em caráter definitivo.

“Por enquanto os salários estão em dia, nós buscamos monitorar o FGTS, os abonos. Mas o fato é que a remuneração dos trabalhadores não é atualizada desde 2017, já são cinco anos em defasagem, prejudicando a todos”, arremata o presidente regional do Sindisaúde.

Importância em números

Estima-se que o Samu atenda em torno de mil ocorrências médicas por dia em Santa Catarina. O Estado correu o risco de ficar sem o serviço durante as primeiras semanas do ano. Com o contrato da Ozz terminando no dia 31 de dezembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alegou que não haveria como a licitação do governo terminar a tempo do início do novo vínculo.

A solução encontrada foi firmar o acordo emergencial junto à FAHECE. Segundo Cleber Cândido, a uma predileção por parte do Governo do Estado pelo nome da empresa.

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