Serra do Corvo Branco deve ter plano de recuperação iniciado

Pelo menos 12 pontos passarão por melhorias, pois foram afetados pelas fortes chuvas dos últimos dias

Foto: Divulgação

- PUBLICIDADE -

Letícia Ortolan
Grão Pará

A Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade do Estado de Santa Catarina (SIE) já trabalha na execução de um projeto para restabelecer o tráfego na Serra do Corvo Branco, trecho da SC-370. Pelo menos 12 pontos passarão por melhorias, pois foram afetados pelas fortes chuvas dos últimos dias. Os custos da obra ainda estão sendo calculados.

- PUBLICIDADE -

> Clique aqui e receba as principais notícias do sul catarinense no WhatsApp

A Serra do Corvo Branco ficou interditada desde a primeira semana de maio, até a última quinta-feira (19). A medida foi tomada pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), após o deslizamento da cabeceira da ponte Rio do Bispo, no dia 4. Motoristas que estavam no mirante da Serra do Rio do Rastro rumo a Florianópolis, precisaram trafegar pela SC-390, seguindo até a SC-110, até chegar à BR-282.

O trecho, que vai de Urubici até o corte da Serra, foi aberto na sexta-feira (20). No entanto, segundo a SIE, a parte de chão batido onde houve perda de pista e dano estrutural permanece interditado até que a reconstrução da via e o novo traçado sejam concluídos. Os prejuízos serão até mesmo nos trechos que já vinham sendo asfaltados pelo Governo do Estado.

“Foi o maior desastre que tivemos na região nas últimas décadas e estamos trabalhando dioturnamente na rodovia desde então. A situação é emergencial, não só do ponto de vista da visitação turística, mas porque a Serra do Corvo Branco é ligação de duas cidades, duas regiões, uma via de escoamento de produção também”, destaca o Secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, tenente-coronel Thiago Vieira.

O superintendente da SIE, afirma sobre a situação ser bastante crítica.  “Estamos com um problema bastante sério na Serra do Corvo Branco. No momento trabalhamos na identificação dos pontos críticos e no trecho que teve o deslizamento da cabeceira, mexeu até mesmo na parte da rodovia”, explicou Dagoberto Arns, sobre o estrago causado pelo ciclone extratropical.

A primeira etapa da reconstrução, foi a contratação de uma empresa para efetuar a limpeza dos pontos, que já atuam há 10 dias. Na parte asfáltica, antes da recuperação do pavimento, ainda deverá ser feito um trabalho de recomposição do solo. “Vai levar um tempo significativo para reestabelecer o trecho. A SIE já contrato em situação de emergência, os responsáveis para limpar os locais necessários”, enfatizou

A SIE garante que na semana que vem, o ponto mais crítico já seja inserido no trabalho de recuperação. Antes disso, será finalizado os quantitativos. A recomendação do órgão público é que os visitantes respeitem os pontos em que a sinalização e de passagem proibida, incluído pedestres.

Além da Serra do Corvo Branco, a SIE já garantiu a recuperação da SC-108. Trata-se da principal ligação entre Santa Rosa de Lima e Rio Fortuna.

Os impactos

Com a impossibilidade de transitar em alguns trechos e outros deles, apenas em meia pista, o turismo e a economia da região está sendo abalado, como por exemplo, o de Grão-Pará, Urubici e Rio Fortuna.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Grão-Pará, Vagner Costa, a informação recebida pelo município é de que até junho os trabalhos já estejam avançados. “A Serra ficou bem danificada, tanto a parte do corte para Urubici quanto o lado de cá. Pode levar de dois a três meses para esse trabalho de liberação ser finalizado, dependendo do que acabarem encontrando no meio do caminho”, disse.

Costa ainda afirmou que “somos considerados uma cidade turística. Várias empresas têm entrando em contato, e tentamos de alguma forma acalmar esse pessoal”.

Conforme o prefeito de Grão-Pará, Hélio Alberton Junior, pousadas da região já tem recebido até mesmo solicitação de cancelamento de reserva por conta da situação. “Tem um impacto significativo para o nosso turismo que está em pleno desenvolvimento. A gente sofre bastante porque acabamos virando o fim da rota ao invés de opção de circulação. Com a Serra trancada, por exemplo, o comércio sente porque o fluxo de pessoas é bem menor”.

Em Rio Fortuna, a cidade tem uma produção própria de laticínio, que também está sendo afetada pela interdição e trânsito meia pista da Serra do Corvo Branco. “Uma parte dessa demanda vem lá de cima, de Urubici. E, estou me referindo a apenas um item. Não temos outra alternativa, tem a Serra do Rio do Rastro, mas acaba inviabilizando por conta da distância. Tudo isso gera um transtorno muito grande não só para o nosso município como toda a região, é preciso um empenho bem pontual do Estado para que a economia das cidades ao entorno não seja afetada”, salientou o prefeito, Neri Vandresen.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.