Rio Criciúma: projetos visam a despoluição e a preservação do entorno

Estudos da qualidade hídrica do rio, Canal Auxiliar e iniciativas com as escolas da rede municipal de ensino são algumas das ações realizadas

Foto: Nilton Alves/TN

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Thais Borges/Especial Tribuna de Notícias
Criciúma

O Rio Criciúma é o principal curso de água da cidade e também é o mais poluído. A preservação desses recursos naturais como esse de Criciúma é importante para que a saúde da população seja guardada e o ecossistema funcione em perfeita sintonia com a natureza, apesar de também participar do ambiente urbano.

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Iniciando em uma nascente no Morro Cechinel, o rio Criciúma deságua no Rio Sangão, no bairro São Francisco. Os projetos que abraçam toda a extensão do rio continuam operando mesmo com a extinção da Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), que agora é uma diretoria. Os principais são o desassoreamento de rios e o Canal Auxiliar, que está na sua terceira fase na região do Pio Corrêa.

Uma das ações é o “Se liga na rede”, parceria com a Casan, onde servidores públicos da cidade, funcionários da empresa e terceirizados, têm o papel de observar o lançamento incorreto de esgotos no rio. “Eles fazem fiscalização nas residências para verificar se tem lançamento irregular no rio. Fazem a notificação para que o morador ou dono da empresa regularize a situação”, explica Anequésselen, diretora do meio ambiente de Criciúma. Segundo Anequésselen, diversas irregularidades foram encontradas. “Tinha muito lançamento direto irregular no rio, tanto pelas empresas, quanto pelos prédios, mas agora essas incidências já foram notificadas e essa situação já está bem melhor”, esclarece.

Outro programa é a plantação de árvores nativas no entorno do rio por alunos da rede municipal de ensino. Durante a pandemia, as atividades diminuíram, mas com a flexibilização atual das medidas sanitárias, voltaram a acontecer semanalmente. “Primeiro a gente faz um trabalho nas escolas e depois leva esses os alunos lá na área de preservação permanente e faz o plantio”, conta.

Com a Unesc, a Prefeitura tem uma outra parceria que estuda a qualidade hídrica em cinco pontos do Rio Criciúma. Além de todos esses projetos, pessoas que infringiram a lei poluindo os cursos d’água da cidade, são encaminhadas para participar dos trabalhos de recuperação ambiental de nascentes.

Estudo

O “Águas de Criciúma” é um estudo que mapeia todas as nascentes e cursos de água da cidade. O levantamento já realizou- se em 30 bairros. O objetivo é conhecer os recursos hídricos naturais para trabalhos de recuperação. “Para quem vai empreender, construir, ou mesmo antes de comprar um terreno, a pessoa já fica sabendo que lá tem uma nascente e que não vai ser possível fazer”, mostra.

O geólogo Maurício Fenilli é o coordenador técnico do levantamento. Segundo Fenilli, Criciúma é a primeira cidade do sul do estado a realizar esse estudo. “A Prefeitura é a primeira a ter um mapeamento de recursos hídricos e suas respectivas áreas de preservação permanente em escala de detalhe e em um elevado grau de confiança técnica”, ressalta.

De acordo com o geólogo, os mapas estão defasados e ainda faltam 68 bairros para inspecionar e coletar informações.

Canal Auxiliar

O Canal Auxiliar do Rio Criciúma está sendo construído na cidade com o intuito de aumentar a vazão de água e prevenir alagamentos. Na terceira etapa, as obras seguem no bairro Pio Corrêa.

Mais duas etapas estão à frente: a quarta será licitada com um saldo do rendimento das outras. “Desde que o Governo Federal colocou um recurso na conta para cumprirmos a primeira e a segunda etapa, esse dinheiro ficou na conta e foi fazendo um rendimento”, confirma a engenheira da Secretaria de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana, Katia Smielevski. O Governo Federal autorizou mais R$ 4,3 milhões para a próxima ampliação do canal. “Vai dar somente para fazer um trecho de 200 metros”, informa. O trecho vai da Ângelo Peruchi até a rua Domênico Sônego.

Já na quinta e última etapa, a licença ambiental do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e o projeto já estão garantidos. “Agora nós vamos em busca de recursos”, alega Katia. O trecho vai da rua Domênico Sônego até a Avenida Centenário, no bairro Santo Antônio, passando por todo o bairro Santa Bárbara.

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