No G20, Brasil vai buscar apoio para entrar na OCDE, o ‘clube dos ricos’

Intenção é mostrar que o país tem soluções para conflitos internacionais e ocupar lugar de destaque na economia mundial

PIXABAY

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O Brasil busca se reposicionar entre os atores globais com as mudanças que a guerra entre Rússia e Ucrânia devem trazer. É o que afirma o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes. Em entrevista exclusiva para o Jornal da Record, ele disse que vai acompanhar o ministro, Paulo Guedes, e outros quatro secretários em uma reunião do G20 em Washington, nos Estados Unidos.

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A reunião também será importante para a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), conhecida como o ‘clube dos ricos’. O país precisará da aprovação de representantes das 38 nações integrantes e, isso só ocorrerá com um bom relacionamento com todos os membros. “Buscamos novas parcerias econômicas. Estamos em uma mudança nas relações econômicas globais”, ressaltou.

A intenção do encontro, de acordo com Gomes, é mostrar que o Brasil é um importante ator no cenário internacional e que o país tem soluções para questões como os efeitos econômicos da pandemia, os conflitos entre nações, os países em dívida, sustentabilidade e meio ambiente. A viagem vai ocorrer de 17 a 23 de abril.
Segundo Gomes, a guerra entre Rússia e Ucrânia vai mudar o desenho das economias globais. “Essa guerra pode ter um impacto equivalente ao da queda do Muro de Berlim, em termos do reposicionamento das economias globais. Nesse momento, o Brasil precisa estar bastante atuante, claro nas suas mensagens, para além de fazer seu dever, que é colocar a casa em ordem e a economia para funcionar”, afirmou.

Na viagem, a comitiva de Guedes vai se reunir com o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial e o G20, fará encontros bilaterais com outros governos e, também, diálogos com o setor privado, para tentar trazer investimentos para o país. “Precisamos mostrar que somos um porto seguro como destino de investimento, como parceiro comercial, e como parceiro nas questões econômicas globais”, explicou o secretário.

Em mais de uma ocasião, Gomes garantiu que o Brasil tem soluções importantes para o mundo, e que tem “feito o dever de casa com as reformas estruturais”. O secretário também destacou que o encontro pessoal com governantes e empresários será importante para fechar negócios, e que a pandemia de Covid-19 impôs a necessidade de encontros virtuais e telefonemas, o que afastou o país “desse diálogo direto”.

 *Via R7
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