Içara: com marcos históricos, comunidade de Esperança completa 100 anos

O bairro, que sempre ganhou destaque pela estação ferroviária, ainda é ocupado por famílias que colonizaram a localidade

Foto: Nilton Alves/TN

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Letícia Ortolan
Içara

A comunidade de Esperança, localizada em Içara, carrega em sua história uma grande e ampla herança cultural. O bairro centenário, que hoje é símbolo de um contraste social na cidade, passou por grandes transformações ao longo de todos estes anos. Conforme Elza de Mello Fernandes, historiadora içarense, de 68 anos, o território faz parte das sesmarias, um sistema utilizado nas terras abandonadas antigamente, que normatizava serem distribuídas para a produção agrícola.

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Vizinha da comunidade de Santa Cruz, a localidade de Esperança foi fundada como Núcleo
São Bom Jesus. Depois, em alusão a construção da ferrovia Tereza Cristina, o território passou a ser conhecido como Km 40. De acordo com Elza, o nome como é conhecida atualmente, foi colocado em homenagem a esposa de José Guglielmi, que forneceu dormentes para a construção do trilho.

Colonização
A comunidade foi colonizada pelas famílias Machado, Rodrigues, Silva, responsáveis pela
fundação da capelinha do bairro. A estrutura foi construída em um terreno doado por Donato Paladini e um herdeiro da família Rodrigues. Em 1955, com as queixas dos moradores de que a capela da comunidade era pequena, uma nova foi construída por José Guglielmi. Por anos, o local foi coordenado pelo mesmo padroeiro e São Bom Jesus foi a imagem posta no templo, por isso até hoje, leva o nome de Capela São Bom Jesus.

Na mesma época, foi fundada a Escola Isolada São Bom Jesus, que atendia crianças da comunidade da primeira a quarta série. Dona Josefa Bosquette, de 91 anos, lecionava no local. “Já morava em Içara, mas em outro bairro. Em 1955 vim dar aula na Esperança e anos depois, fui trabalhar em uma escola de Tubarão, mas não aguentei ficar longe”, diz a moradora.

Em 1961, dona Josefa voltou a lecionar na Escola Isolada São Bom Jesus e aproveitou para se mudar para a comunidade, pois era mais fácil a locomoção. Anteriormente, quando morava em outro bairro, precisava pegar carona nos vagões de trem. Após 27 anos, ela se aposentou.

“Comecei a trabalhar como professora das crianças com 24 anos. Naquele tempo, a gente se aposentava por tempo de serviço. Passei um tempo em Tubarão, mas era de Içara, especialmente da comunidade Esperança, que eu gostava. Tanto que vim morar aqui e estou até hoje”, comentou dona Josefa. Anos depois, a escola foi demolida, pois a demanda de alunos já não era tão grande.

Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira, 15 do jornal impresso Tribuna de Notícias.

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