IBGE divulga resultado das provas para o Censo 2022

O concurso oferece vagas para cargos de recenseador, agente censitário municipal (ACM) e agente censitário supervisor (ACS)


- PUBLICIDADE -

Foi publicado nesta sexta-feira (13) o resultado definitivo da prova do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os candidatos podem conferir o resultado e o gabarito definitivo no site da banca FGV.

O concurso oferece vagas para os cargos de Recenseador, Agente Censitário Municipal (ACM) e Agente Censitário Supervisor (ACS). Ao todo foram 206.891 vagas para o Censo 2022. Vale destacar que foram publicados mais dois editais temporários sem prova objetiva.

- PUBLICIDADE -

O levantamento começa a partir de 1º de agosto. Cerca de 183 mil recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) farão as visitas nos domicílios brasileiros para coletar os dados do Censo 2022. Para garantir que essa quantidade de funcionários não se torne uma oportunidade para que os criminosos se disfarçam e invadam a casa das pessoas, o IBGE adotou um protocolo de segurança. Para proteger os cidadãos dos mal-intencionados.

Marcelo Alessandro Nunes, coordenador especial do Censo, explica que, quando alguém bater à porta dizendo ser um recenseador do IBGE, os brasileiros terão três formas de verificar se aquela pessoa, de fato, trabalha para o órgão. A primeira delas é a mais tradicional e, também, a mais fácil de ser adulterada: o uniforme. Cada recenseador deverá usar colete, crachá, boné (não é obrigatório) e máscara com a marca do IBGE.

O coordenador explica que os brasileiros também poderão saber se a pessoa é recenseadora do IBGE indo direto à página do órgão e conferindo se o número de registro presente no colete está atrelado a algum funcionário. Para os mais desconfiados com as fraudes, será possível ligar para o IBGE a fim de checar a identificação de quem bater à porta.

“Tem um 0800 do IBGE que vai estar no colete do recenseador. A pessoa liga no 0800 e diz ‘tô aqui com uma pessoa que diz que é o recenseador. Ele fala que é o José Antônio da Silva e que o número de documento dele é o tal’. E aí nós temos uma área de telemarketing do IBGE que vai atender a pessoa e vai confirmar: ‘é, essa pessoa realmente trabalha no IBGE’ ou, na pior das hipóteses, ‘opa, esse cara aqui não está na nossa base. Não responde ele, não’, adverte.

Além dessas possibilidades de checagem, os moradores de um bairro podem ficar atentos à circulação dos agentes do IBGE por aquela localidade nos dias do levantamento. Isso porque cada recenseador será responsável por coletar os dados dos domicílios de uma área específica. “A vizinhança toda fica sabendo que o recenseador está por ali. Isso também, de certa forma, já é uma segurança para os moradores, sabendo que todo dia aquele mesmo rapaz ou moça com uniforme do IBGE batendo na casa das pessoas não deve ser fraude. Também tem essa forma de as pessoas terem mais confiança para receber o recenseador”, orienta.

Segurança da informação
Há também aqueles que são mais desconfiados em relação ao questionário e se é seguro passar informações ao recenseador, principalmente sobre trabalho e renda. Marcelo Nunes garante que as pessoas não precisam se preocupar, pois o IBGE não pode passar os dados para nenhum outro órgão ou pessoa. “A nossa coleta é protegida por uma lei que garante o sigilo estatístico. Então, se a gente vaza informação de um entrevistado a gente perde o emprego. Isso é uma coisa seríssima, a gente não pode fazer isso”, ressalta.

Marcelo afirma que ninguém é obrigado a responder ao questionário, mas que é importante participar do levantamento, pois o Censo serve de base para a definição de políticas públicas que podem impactar a vida da população. “Às vezes, ela acha que não, mas a resposta dela faz diferença para o país, para que o governo tome alguma decisão do que pode ser feito ou não na área onde ela mora”, diz.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.