Funcionários da Casan realizam protestos na sede de Criciúma

Foram duas paralisações entre a manhã e a tarde desta terça-feira, 05

Foto: Giovane Marcelino/Divulgação

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Gustavo Milioli
Criciúma

Os trabalhadores da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) do Sul e da Serra Catarinense realizaram durante a manhã e a tarde de ontem um protesto. Em dois momentos distintos, ocorreram paralisações dos serviços por quatro horas. O foco da manifestação aconteceu na sede da superintendência, localizada na Próspera.

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Representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente
(Sintaema-SC), a classe almeja, como principais reivindicações, melhores condições de trabalho e renegociações dos acordos trabalhistas.

“A direção não nos atende minimamente. Fizeram uma proposta, mas não temos avanços
na negociação. Não querem conversa. Colocamos um carro de som para conversarmos com
os trabalhadores, deixamos o nosso recado. Esperamos que a direção nos chame para construirmos juntos um acordo”, detalha Genilson Gomes, vice-presidente do Sintaema-SC.

As duas paralisações não chegaram a influenciar na distribuição de água na região. “O abastecimento não foi interrompido, seguiu normal. Tanto que na estação de tratamento, o pessoal não para. No centro, pela manhã, estourou uma rede no centro e disponibilizamos
a equipe para consertar a eventualidade, porque poderia afetar o bairro inteiro. Nossa intenção não é prejudicar a população”, destaca Gomes.

Os trabalhadores também estão insatisfeitos com uma sindicância aberta pela diretoria da Casan para punir membros do sindicato. Outros pedidos estão relacionados às cláusulas sociais, ao fim das terceirizações e à contrariedade à privatização do saneamento.

Série de protestos pelo Estado
O protesto no Sul do Estado foi o último realizado pelo sindicato. Desde a última quinta-feira, os trabalhadores da Casan realizam paralisações regionais de quatro horas divididas por regiões – Oeste, Norte e Grande Florianópolis.

No próximo dia 15, há a expectativa de uma Assembleia Geral acontecer na capital para comportar representantes trabalhistas de toda Santa Catarina. “Vamos discutir as nossas próximas ações. Em caso de desacordo com a diretoria, uma greve não está descartada. Não podemos deixar de lutar pelos nossos direitos”, arremata o vice-presidente.

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