Forquilhinha apresenta projeto de desassoreamento do Rio Sangão

Para as obras iniciarem, ainda é preciso do aval do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA)

Foto: Nilton Alves/TN

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Letícia Ortolan

Forquilhinha

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O verão chegou e a preocupação com as cheias do Rio Sangãoaumentam em Forquilhinha. Na noite de ontem, dia 21, uma reunião foi realizada no Centro Comunitário do Bairro Cidade Alta, para tratar sobre a pauta. No ato, moradores da comunidade e lideranças do município estiveram presentes.

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Durante a reunião, José Cláudio Gonçalves, o Neguinho, prefeito de Forquilhinha, apresentou o projeto de desassoreamento do Rio Sangão. Ele destaca que a alta temporada de chuva, prevista para acontecer nos próximos meses devido ao verão, preocupa ainda mais o Governo Municipal.

“É uma forma de darmos uma satisfação para a comunidade. O projeto de desassoreamento já está completamente pronto, mas ainda estamos esperando o licenciamento do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O Ministério Público Federal(MPF) também já foi comunicado, mas precisamos da licença, quando tivermos, a obra começa”, explica Neguinho.

No projeto apresentado, o Governo de Forquilhinha prevê a limpeza e desassoreamento do Rio Sangão em torno de oito quilômetros de extensão, iniciando no bairro Cidade Alta e seguindo direção as comunidades de Ouro Negro e Nova York.

O orçamento da obra está previsto em aproximadamente R$ 7 milhões. A administração municipal terá a ajuda do custeio com repasses do Governo de Santa Catarina.

Pauta antiga

O desassoreamento do Rio Sangão é uma pauta antiga não apenas de Forquilhinha como também, de Criciúma. O leito do rio está repleto de detritos, o que faz com que, em dias de chuva, a água extravase e avance para as comunidades no entorno, causando os alagamentos.

Segundo Neguinho, em 2009 um convênio entre Criciúma e Forquilhinha para o desassoreamento do rio foi realizado. Na época, o município repassou R$ 3 milhões para os trabalhos, que seguiram até 2012. Porém, a suposição é que os trabalhos não foram feitos da maneira correta. “É um trabalho que eu compreendo, mas não concordo”, diz o prefeito.

A suposição se dá porque atualmente, o Rio Sangão está coberto de pirita, situação que deveria ser revertida há mais de 15 anos. “Não é mais propício ter rejeito piritoso”, explica Neguinho acrescentando que a dúvida consiste em ou estarem jogando pirita ou o desassoreamento não ter sido feito na maneira correta.

O projeto apresentado por Forquilhinha e já encaminhado ao MPF e IMA mostra a melhor forma de retirar sedimentos do fundo do rio e onde depositá-los.

Como a autorização do IMA ainda não foi feita, o Governo Municipal segue sem previsão de quando iniciar os trabalhos na comunidade.

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