Forquilhinha: 33 anos de uma cidade que cresce e se desenvolve

Cidade completa hoje os 33 anos de emancipação político-administrativa e 110 anos de colonização. Dedicação marca o crescimento e desenvolvimento do município

Núcleo urbano inundado com transbordamento do Rio Mãe Luzia década de 50 - Reprodução/Redes Sociais

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Thais Borges/Especial Tribuna de Notícias
Forquilhinha

Forquilhinha é uma cidade nova se comparada com outras da região. São 33 anos de emancipação e 110 anos de colonização comemorados nesta terça-feira, dia 26 de abril. O município deixou de ser distrito de Criciúma em 1989 e continuou crescendo com foco na independência. Atualmente, são aproximadamente 26 mil cidadãos reunidos em bairros e comércio que movimentam a economia local.

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Quem fez parte de uma comissão como presidente para a emancipação da cidade foi Vanderlei Ricken, que também representou o município como o primeiro prefeito. “Para mim, foi aquele tipo de exercício que testa a perseverança, porque o processo emancipacionista foi uma caminhada que teve quatro etapas”, fala Ricken, hoje com 65 anos. “A primeira foi iniciada em meados de 1970. A segunda, no início da década de 80. A terceira, em 1987 e, finalmente, a quarta e última, entre 1988 e 26 de abril de 1989, quando o município foi efetivamente criado”, conta.

Detalhes sobre essas quatro etapas são contadas em um livro de autoria do ex-prefeito, intitulado “O que eu vi e vivi”, que será lançado hoje. A primeira edição tem quase 500 páginas. “A história é muito longa, complexa. O livro faz esta narrativa detalhada de todos os passos que foram dados desde a primeira tentativa até o desfecho que aconteceu em 89”, explica.

De acordo com o ex-prefeito, houve um movimento antagonista na época. “Forças políticas contrárias à emancipação se juntaram e criaram dificuldades para que o processo chegasse para a população de Forquilhinha. Foram muitos os momentos em que tivemos que calcular bem os nossos movimentos: com visão de futuro, de olho na legislação, especialmente à Constituição de 1988”, diz. Segundo Ricken, foi com essa oportunidade que tudo se encaminhou para a criação definitiva de Forquilhinha. “A constituição veio para delegar aos estados membros da federação a competência para fazer as suas próprias leis complementares. Regulamentamos os requisitos que precisavam ser cumpridos para que o município fosse criado”.

Com o surgimento da cidade, as principais iniciativas começaram a ser implementadas. “Criamos uma política de incentivos fiscais e econômicos para a implantação de indústrias, melhoramos uma patrulha mecanizada para ajudar na área rural”. O Parque Ecológico São Francisco de Assis e a sede da prefeitura foram construídos, além de outras importantes ações. “Foi um grande aprendizado na minha vida, um processo de formação de uma equipe maravilhosa de servidores, cargos comissionados, secretários e que se dedicaram de uma maneira fervorosa”, complementa Ricken. Hoje, o ex-chefe do Executivo é aposentado e empreende na área de comunicação.

Vice-prefeito

Valberto Arns, de 64 anos, foi vice-prefeito de Forquilhinha durante dois mandatos e também participou do movimento emancipacionista. “A gente manteve a comunidade mobilizada, atenta e, durante essa década toda (1980), nas idas e vindas, conseguimos com êxito, depois de dois plebiscitos, emancipar Forquilhinha”, recorda.

Ele tem histórico como secretário de agricultura de Criciúma, cumpriu um mandato de vereador na cidade e só veio fazer parte do executivo de Forquilhinha como vice-prefeito a partir de 1992. Para Arns, a iniciativa se concretizou por conta da força dos envolvidos. “Tenho para mim a emancipação como uma etapa da vida daqueles que trabalharam fortemente nisso. Considero uma missão cumprida. Obviamente, ainda não acabou, a consequência disso são os que estão vindo”, acredita.

Futuro

Pensando no futuro, Vanderlei, como o primeiro prefeito da cidade, vê Forquilhinha como um município diferenciado. “Que vai se projetando aos poucos com um diferencial de qualidade de vida e também com uma vocação para a área do turismo, especialmente a do turismo gastronômico”.

Quanto ao que o município já é, Ricken pontua a economia diversificada. “Hoje temos uma arrecadação equilibrada, com uma agricultura pujante, e, a população, eu acredito, colhe resultados positivos em função de tudo que foi construído durante esse período”, completa.

Essência alemã

Ámida Tiscoski é uma figura conhecida em Forquilhinha. Professora de alemão, não permitiu que a língua fosse esquecida na região. Os avós vieram da Alemanha há mais de 110 anos. Ela é a mais nova de dez irmãos e com a família trabalhou com agricultura e olaria durante algum tempo.

Ámida esteve envolvida desde a colonização até a emancipação da cidade. “O que me marcou foi a vivência sempre em família. Acabou a época em que as famílias se reuniam para a hora da refeição. Tinham momentos de se reunir para cantar, de oração, era tudo em família, tudo junto”, relata. Outras situações marcaram a infância da professora. “Ganhei uma enxada do meu pai para trabalhar. Fiquei bem orgulhosa, era minha. Um instrumento para trabalhar”.

A moradora de Forquilhinha nunca foi à Alemanha, mas o objetivo é preservar o idioma. “Sempre procurei manter e aperfeiçoar”, afirma. Ámida não pensa em sair da cidade. “Aqui é a minha terra natal. É tudo de bom. É uma região muito boa. Tenho uma casa que fiz como sempre sonhei”, completa.

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