Dia do Síndico: a profissão que ganha espaço na sociedade

A data foi criada no Brasil em 1984, como uma forma de homenagear os profissionais responsáveis pelo cuidado e zelo

Foto: Nilton Alves/TN

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Letícia Ortolan

Criciúma

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Hoje, dia 30 de novembro, comemora-se o Dia do Síndico. A data foi criada no Brasil em 1984, como uma forma de homenagear os profissionais responsáveis pelo cuidado e zelo de vários moradores de um condomínio. Conforme o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que dos 57.324.185 domicílios do país, 6.157.162 são apartamentos, que normalmente, possuem uma pessoa a exercer a função da sindicância.

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Nos últimos anos, a função de síndico vem ganhando um grande destaque. Há algum tempo, por exemplo, a pessoa que cumpria este papel, costumava ser um morador do condomínio, situação que já está sendo deixada para trás. Hoje, os moradores optam pela contratação de um sindico profissional. Pois, ao contrário do que muitas pessoas pensam, esta função não é uma tarefa tão simples.

Cátia Cristina Hebert, de 39 anos, trabalha como sindica profissional há seis anos. A criciumense conta que os desafios são diários e exigem uma grande dedicação. Para administrar um condomínio, é necessário um conjunto de conhecimentos e habilidades: noção de legislativo, relacionamento com os condôminos, negociação com fornecedores, entre outras atribuições.

“Mas uma coisa é certa, cada vez mais as pessoas têm visto o quanto o papel de um síndico é importante, e mais, tem levado a questão do síndico profissional a sério. Eu fiz um curso para engrenar na profissão que estou adquirindo experiência e tempo de estrada”, explica Cátia.

Cátia se lembra de quando optou pela profissão. Ela, que se formou em jornalismo, fala que nunca pensou em ser sindica profissional. E que, foi uma vontade despertada por um coach que ela teve contato. “Quando era mais nova, tinha trabalhado em um imóvel, que acaba tendo certa ligação. Mas, foi só aos 33 anos que realmente optei por trabalhar com a sindicância”, destacada.

Após fazer um curso um Florianópolis e ter a vontade, ela estudou como era o mercado de trabalho em Criciúma. “Fiz um planejamento estratégico e na época, ainda não era tão bom, mas já estava ganhando certa visibilidade. Como eu já gostava dessa parte de trabalhar com imóveis e também queria trabalhar para mim mesma, resolvi arriscar”, pontua Cátia.

Hoje, Cátia trabalha como síndica profissional, administrando 15 condomínios, sendo 13 em Criciúma e dois em Balneário Rincão. As visitas são feitas semanalmente ou diariamente, dependendo das demandas do mês.  Mas, para ela, o pior desafio não é viver a rotina intensa, mas sim a sabedoria que é preciso ter para lidar com as situações.

“É preciso se adequar de formas diferentes, em cada condomínio, existem pessoas com vivências e jeitos diferentes, então a gente precisa estar preparada para qualquer coisa”, afirma Cátia.

Uma história que do nada, se tornou tudo

Foto: Divulgação

Assim como Cátia, Ana Paula Martins, de 39 anos, também atua como síndica profissional. A diferença é que ela ingressou na profissão, após ter sido eleita como síndica moradora do condomínio que residia em 2016. Na época, ela já era formada em administração e tinha curso técnico em ciências contábeis.

“Os moradores do meu condomínio me elegeram como síndica e eu lembro o quanto me identifiquei com a função. Até porque, um condomínio não deixa de ser uma empresa, ter que lidar com funcionários, prestadores de serviços e gestão de inadimplência, por exemplo”, explica a síndica profissional.

Neste período, Ana Paula foi convidada para trabalhar na sua área de formação, em uma administradora de condomínios. Ela aceitou o desafio, que a fez ter contato com muitos síndicos. “Por passar a ter esse contato grande, decidi que precisava fazer um curso de sindico profissional para entender mais sobre a área e trazer um auxílio maior para as pessoas dessa função que eu já atendia”, enfatiza.

Quando Ana Paula fez o curso, percebeu que era um mercado com grande chance de expansão. “Então eu resolvi empreender. Sai da empresa que eu trabalhava e abri o meu próprio empreendimento, voltado para síndicos profissionais e gestão de condomínios” destaca.

E, em pouco tempo, Ana Paula se consolidou no ramo, graças a sua dedicação. Ela abriu o próprio negócio em 2019 e dentro do próprio condomínio que morava, passou de síndica moradora para síndica profissional.

“As pessoas começaram a divulgar meu trabalho e as coisas começaram a expandir. No início, eu era sozinha, mas com o aumento das demandas, vi a necessidade de ter uma equipe. Chamei meu irmão para ser meu sócio e contratei mais funcionários”, enfatiza Ana Paula.

Hoje, Ana Paula trabalha junto a mais quatro colaboradores e se sente realizada pela carreira que decidiu seguir. “É uma profissão que exige confiança, as pessoas precisam se sentir seguranças para permitir que você esteja dentro do espaço dela”, comemora a síndica.

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