Criciúma: União de esforços gera a conquista da casa própria

Através de associações de moradores, clientes, lesados pela Criciúma Construções, se reúnem e concretizam obras de residenciais. Despesas extras, porém, chateiam os compradores até hoje


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Tiago Monte

Criciúma

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No ano de 2011, a Criciúma Construções estava no auge do desempenho como empresa. Eram muitos negócios concretizados em todo o estado e até no Brasil. Foi nesse período que Maria Salete Batista acertou a compra de um apartamento no residencial Jardim das Camélias, no bairro Ana Maria. Como parte do negócio, ela cedeu um outro apartamento, onde morava na época. Em troca, receberia um valor mensal para pagar aluguel, enquanto a nova moradia não ficava pronta. Porém, aí as dores de cabeça começaram. “A empresa ficou me devendo oito anos de contrato, pegaram o meu apartamento, que dei no negócio, e venderam na mesma semana. E eu fiquei esperando 10 anos”, comenta.

Maria Salete só recebeu o apartamento neste ano. Isso, graças à associação de moradores que foi montada para que a obra pudesse ser concluída. Tudo isso após os problemas financeiros que a Criciúma Construções começou a enfrentar. Assim como o residencial Jardim das Camélias, diversos empreendimentos foram concluídos com a ajuda das associações. “Eu moro no residencial, mas fico indignada, pois paguei à vista todo o valor e tive que desembolsar mais 30 mil reais para outra construtora terminar a obra. É um desaforo isso”, lamenta Maria Salete.

Depois que uma nova construtora foi contratada, pela associação de moradores, para encerrar a obra, a moradora precisou contrair um empréstimo para ter a obra finalizada. “Agora estou pagando para eles. Fiz um financiamento na Caixa de 30 mil reais e vou pagar em 30 anos. Sou aposentada e não posso fazer prestação alta”, diz.

O impasse com a nova construtora

As associações de moradores precisaram resolver diversas situações delicadas. Uma delas envolveu Maria Salete. Ela não queria mais desembolsar valor algum pela conclusão da obra, afinal esse era o negócio assinado com a Criciúma Construções. Porém, com a nova empresa, o investimento foi inevitável. “Eu disse para a construtora que pegou: eu não vou pagar nada. Eu comprei a vista. Então, essa outra construtora disse que lacraria a porta, se eu não pagasse, e não acabaria a obra. Ou então, eles assumiriam o apartamento, depois venderiam e me dariam uma parte. Mas eu não queria vender. Eu queria morar”, explica.

*Confira a matéria completa no TN desta segunda-feira

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