Criciúma: Uma centena de histórias para contar

Um dos moradores mais antigos do Morro Estevão, Antônio Zanette, de 101 anos, relembra os antigos tempos de Criciúma


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Tiago Monte

Criciúma

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Em 2 de dezembro de 1920, Criciúma ainda era um jovem município que se aproximava dos 41 anos. Nesse mesmo dia, no bairro Morro Estevão, nascia Antônio Zanette. Hoje com 101 anos, ele é um dos moradores mais antigos da cidade e lembra com detalhes dos primórdios da Capital do Carvão. “O Centro tinha apenas as ruas Henrique Lage e a Coronel Marcos Rovaris. Era só. No meu tempo, passava a estrada de ferro ali. Depois, tiraram a estrada de ferro e fizeram a avenida (Centenário). Tinha umas casinhas que ficavam perto da estrada e o prefeito tirou. Ele pagou o que era certo e fez a avenida”, lembra o simpático criciumense.

O penúltimo de sete irmãos (cinco homens e duas mulheres) teve nove filhos ainda mora no mesmo local que nasceu. A antiga casa fica aos fundos da atual residência de Antônio. “Esses dias veio uma sobrinha aqui com o filho dela. Então, ele pediu para ver a casa onde nós nascemos. Ele não conhecia. Só não tem a cama, mas o quarto está lá ainda”, pontua.

Nos primórdios do século passado, a ida do Morro Estevão até o Centro de Criciúma levava de três a quatro horas. A profissão de Antônio era vender bananas – o cultivo existe até hoje nas terras da família. “O Centro era no mesmo lugar. Eu descarregava lá as bananas e voltava. Eu tinha plantação aqui e levava de carro de boi por Criciúma. Não tinha mercado, era só bodega”, destaca.

Os primeiros deslocamentos com precariedade

Se hoje Criciúma tem asfalto por quase toda a cidade, no início do século passado, o cenário era bem diferente. “Quando acabou o carro de boi, eu comprei uma caminhoneta, mas quase não subia o Morro Estevão. Quando chovia, tinha que deixar lá embaixo e vim embora a pé. Eu ia buscar só quando secava o chão. Custou a vim estrada que passa carro, aqui no Morro Estevão”, destaca.

Mesmo com os primeiros carros modernos, a dificuldade ainda era grande.“Demorei para comprar carro com gasolina. Eu tinha uma caminhoneta e a maioria era carro velho. Depois, parei de comprar carro velho. Veio um vizinho querer vender e eu disse: chega de carro velho. De velho, basta eu. O carro ia primeiro pra oficina, daí não dava”, enfatiza, aos risos.

*Matéria completa no TN desta quinta-feira

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