Criciúma: moradores do Carmel estão com abastecimento de água cortado

Nova proposta foi encaminhada para a Casan e uma resposta é aguardada

Foto: Nilton Alves/TN

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José Adílio
Criciúma

Os moradores do Condomínio Carmel nunca tiveram vida fácil pelas dificuldades financeiras
de manter as contas em dia. Pela segunda vez, em menos de três anos, eles têm a água cortada pela Casan por falta de pagamento. A dívida com a estatal já está próxima dos R$ 4 milhões e uma nova proposta de reparcelamento foi encaminhada para a Casan, que aguarda a manifestação da diretoria, em Florianópolis.

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O síndico do Carmel, Mateus da Rosa, informa que o corte de água já faz quase um mês e
que os moradores estão se virando como podem. “Alguns tomam banho, lavam roupa e fazem comida na casa de parentes, mas a situação está bem complicada”, pontua o síndico. Rosa fala que uma nova proposta de reparcelamento já foi encaminhada para a Casan, mas que o condomínio ainda aguarda uma resposta.

Trauma
Ele lembra que o corte de água feito em 2020 já foi traumático, com a Casan religando somente após o acerto do parcelamento, com o pagamento da primeira parcela. Neste ano, além de ter a conta parcelada, os moradores do Carmel também foram beneficiados com a tarifa social pelo condomínio ser considerado de baixa renda.

O síndico explica que as dificuldades de pagamento não são somente com o abastecimento de água, mas que, dos 270 famílias, 244 não pagam o condomínio, o que inviabiliza que as contas sejam colocadas em dia. “Já tentamos fazer com que a Caixa Econômica Federal tome uma providência para que os financiamentos sejam colocados em dia e para que os
apartamentos que possuem moradores que não são os verdadeiros donos das unidades sejam regularizados para facilitar o controle das famílias que moram no local”, enfatiza o síndico.

Mateus conta que tem tentado uma solução para o problema e que já procurou o Ministério
Público, mas que não pode fazer nada pelos imóveis serem da Caixa Econômica Federal. O
responsável também já procurou os deputados para conseguir uma solução e também não foi bem sucedido. Uma audiência com o governador Carlos Moisés será tentada.

Resposta da Casan
De acordo com o gerente regional Sul/Serra da Casam, Gilberto Benedet, mais uma vez o corte foi feito por falta de pagamento. Segundo ele, mesmo passando as contas para a tarifa social, os moradores não conseguiram pagar as contas do parcelamento. Ele explica que uma nova proposta foi feita pelos responsáveis do Carmel, mas que foi enviada
para a diretoria em Florianópolis, que ainda não se manifestou. “A dívida deles já está em R$ 3,8 milhões e dificilmente irão conseguir pagar um novo reparcelamento”, aponta Benedet.

Tentativa com poço artesiano
Uma das alternativas tentada pelos moradores é a instalação de um poço artesiano, que já foi tentada em outras oportunidades, mas que encontra dificuldades na qualidade da água, que é imprópria para consumo devido a região ter sido minerada. “Eles ligaram novamente o poço, mas os problemas voltaram a ocorrer como a queima das resistências dos chuveiros devido a grande quantidade de ferro na água, roupas manchadas e muitas vezes com o corpo ficando oleoso após o banho”, pontua o síndico.

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