Criciúma: iluminação da Via Rápida deve ser instalada em agosto

Depois de longa espera, iluminação da rodovia deve ser instalada em agosto

Foto: Lucas Colombo/TN

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Thiago Oliveira
Criciúma/Içara

Inaugurada em 2017, a Via Rápida criou um novo corredor de desenvolvimento para o Sul do Estado. Pavimentada, garantiu agilidade no acesso entre o centro de Criciúma e a BR-101, interligando diversos municípios. O problema, é que em quase cinco anos, a rodovia segue no escuro. Mas a expectativa é que até agosto, a espera chegue ao fim.

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A empresa A Santa Rita, de Florianópolis, realiza desde fevereiro as obras de iluminação da Via Rápida. Um processo esperado antes mesmo da inauguração da estrada, mas que foi adiado diversas vezes por readequações técnicas.

“A concepção do projeto da Via Rápida veio em 2007. Depois veio a execução da obra, a parte física, e a parte de iluminação. Toda obra precisa de ajustes e adaptações e foi isso que houve na execução das pistas. Houve alteração do canteiro o central, alteração do desnível entre pistas. São questões técnicas naturais que acontecem em toda obra. E essas adaptações acabaram desencadeando problemas no projeto original da parte elétrica. O projetista, em 2015, recebeu os desenhos e fez o projeto com as informações que ele tinha. E a obra foi executada e precisou dessas adaptações. Foi onde entrou o nosso corpo técnico que fez todos os ajustes, novas simulações e quando parecia que estava tudo pronto para a gente executar, veio a pandemia que fez mais atrasos ainda. Com todas essas etapas superadas, a obra começou”, explica o chefe da divisão técnica no núcleo Sul da Celesc, Zulnei Casagrande.

Números do projeto

O investimento inicial foi de R$ 6,4 milhões, mas houve um acréscimo de R$ 900 mil por conta de ajustes técnicos.“O projeto técnico sai praticamente do Criciúma Shopping, onde acabam as luminárias. Dali começa a implantar [as novas] luminárias. Aquele trecho que passa pelo depósito do Angeloni e sai na Avenida Centenário. Depois segue, passa por todos os viadutos e vai até a BR-101. Um pouco depois do viaduto de lá”, adianta Casagrande.

Segundo a Celesc, ao longo dos 12,7 quilômetros do trajeto,serão instalados 546 postes (de 12 e 13 metros) e 903 lumináriasde duas potências: 130 watts e 324 watts, dependendo do trecho. Já o distanciamento será de 27,5 metros a 30 metros. “Na medida em que os postes de iluminação vão sendo implantados, quando chega nos viadutos, a gente procura implantar alguns nas vias laterais. Não são todas que vão receber, mas por questão de segurança, serão instalados alguns refletores”, conta o chefe da divisão técnica da Celesc.

“A expectativa é que fique muito bonito. Talvez tenhamos a sensação, que na vala, no canteiro central, algumas luminárias fiquem um pouco baixas. Em virtude de que era esperado que aquilo fosse plano. O desnível pode chegar a dois, três metros. Mas foi compensado com o aumento da potência das luminárias. Uma solução técnica para ajudar neste contratempo”, completa.

Criciúma e Içara dividem a conta

Assim que a iluminação for ligada, a conta da energia será dividida entre Criciúma e Içara, cidades que são cortadas pela Via Rápida. A boa notícia, é que o valor mensal deve ser bem menor do que o previsto incialmente. “Os valores estimados em Criciúma vão de R$ 15 mil a R$ 20 mil. E em Içara, com a Cooperaliança, de R$ 12 mil a R$ 17 mil. A diferença é porque o projeto ainda não foi concluído. Pode haver variações do consumo. Como é LED, proporciona uma redução de consumo expressivo. Nós chegamos a estimar que o consumo da Via Rápida ia chegar a R$ 60 mil. Hoje a gente está vendo que é menos que 50% deste valor, em função da tecnologia e dos avanços dessas luminárias”, revela Casagrande.

Segundo Cleicio Poleto Martins, presidente da Celesc, o convênio com as prefeituras de Criciúma e Içara já está assinado. Os contribuintes terão um acréscimo de R$ 0,18 ao mês na taxa da Cosip. “Vai ser um valor mínimo para que todos arquem com os custos, mas para ter um benefício social maior, evitando acidentes neste percurso”, ressaltou Poleto em uma visita de campo às obras.

À espera da extensão até o Rincão

A iluminação não é o fim dos trabalhos na Via Rápida. Se depender de lideranças da região, é no máximo, a metade. Os esforços agora estão na extensão da rodovia, para que ela siga da BR-101 até o Balneário Rincão.

O projeto foi realizado pelo Centro de Engenharia e Geoprocessamento (Cegeo) da Unesc e prevê cerca de nove quilômetros, em pistas duplas, com cinco viadutos e uma ponte no trajeto, além de iluminação de todo o trecho. Também foram feitos o estudo ambiental simplificado e o levantamento socioeconômico.

O investimento previsto é de R$ 135 milhões, em um prazo de execução de três anos. O traçado leva em consideração as características topográficas, condições geotécnicas e fundiárias, além do melhor eixo de desenvolvimento regional.

Conforme o coordenador do Cegeo, Jóris Ramos Pereira, a proposta é iniciar no final da Via Rápida, na BR-101, com uma alça no sentido Sul, ficando a cerca de 600 metros da via atual (Acesso Sul) e seguindo em paralelo a esse trecho. “Na altura do Bali Hai, vai de encontro à pista atual, passando por baixo e saindo em paralelo com a via já existente”, explica.

“Apresentamos a concepção do projeto executivo, o traçado, as obras de arte necessárias, o desenho da pista, as diretrizes para que possa ser executado. É um projeto complexo, porque se trata de uma via expressa de alta rodagem, que vai requerer elevados ou obras de arte, então, exige várias etapas de trabalho, desde a concepção topográfica, pavimento, estudo geotécnico, estudo de tráfego”, detalha Pereira.

Importância da obra

Os prefeitos de Balneário Rincão e Içara reforçam a importância da obra.  “O projeto reflete aquilo que discutimos em várias reuniões. O trajeto ficou no melhor local, tanto para Içara quanto para Balneário Rincão, para que possa atender nossas comunidades. No futuro, teremos entrada e saída em mão dupla no Balneário Rincão”, destaca o prefeito do Balneário Rincão, Jairo Custódio.

“É um grande projeto, que vai exigir esforços de todos. Oitenta por cento do trajeto passa em terras içarenses e, desde o primeiro momento em que fomos procurados, de pronto nos colocamos à disposição. Essa obra é de toda a região, pela importância que tem. Um novo eixo de desenvolvimento para Içara e um novo acesso ao Rincão”, pontua a prefeita de Içara, Dalvania Cardoso.

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