Criciúma: hospitais da região dividirão cirurgias eletivas

Procedimentos têm o prazo até o final de abril para serem integralmente retomados

Foto: Arquivo/TN

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Gustavo Milioli/Tribuna de Notícias
Criciúma

Diferentes instituições hospitalares da região serão responsáveis pelo retorno das cirurgias eletivas. Cada hospital compreenderá determinadas especialidades, definidas pela Comissão Intergestores Regional da Região Carbonífera (CIR-Carbonífera) em conjunto com representantes das unidades e o Governo do Estado. Assim, o Hospital São José, em Criciúma, e o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, poderão executar apenas os procedimentos de alta complexidade.

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As cirurgias eletivas já estão acontecendo desde o início do mês. O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, estipulou o prazo para o retorno integral das atividades até o dia 30 de abril.

“Os hospitais da região estão sendo credenciados para receberem as cirurgias eletivas, liberando o Hospital São José e o Hospital Nossa Senhora da Conceição para as cirurgias de alta complexidade. Desta maneira conseguiremos diminuir bem a fila, já que os pacientes estão misturados”, explica Robertina Goulart Nunes, secretária de Saúde de Urussanga.

Pacientes com problemas em regiões como quadril e coluna, que aguardavam há cinco anos na lista de espera, já começaram a ser chamados. “Ainda estamos discutindo como será o acordo. Em Urussanga será ortopedia, bucomaxilo e cirurgia geral. Morro da Fumaça deverá ficar com ginecologia e otorrino. Nova Veneza também será credenciada com outras especialidades”, antecipa.

Procedimentos de alta complexidade, como as especialidades de joelho, quadril e coluna, vinculadas à ortopedia, ficarão sob responsabilidade do Hospital São José. “Estamos com a esperança de o Hospital São Donato, de Içara, possa ficar com a urologia, que está com a demanda bem represada. Assim poderemos desafogar a fila da região”, acrescenta Robertina. O Hospital Nossa Senhora de Tubarão seria o segundo do Sul Catarinense a ter exclusividade para as cirurgias de alta complexidade.

A CIR-Carbonífera, as instituições e o Estado esperam, com o movimento, recuperar o atraso causado pela pandemia. “Acreditamos que agora as coisas irão andar. Já tem bastante municípios realizando as cirurgias, a Saúde de Santa Catarina está caminhando no mesmo ritmo, bem alinhada”, pontua a secretária.

Hospitais maiores veem ação com bons olhos

A ideia de referenciar o Hospital São José para as intervenções de alta complexidade vinha sendo debatida entre a direção e a Secretaria de Saúde. “Para que se possa administrar melhor a nossa demanda, principalmente com esses pacientes que precisam ir para a UTI, os nossos leitos deixam de ficar com uma grande ocupação. Essa movimentação vai proporcionar benefícios não apenas ao hospital, como também à população, trazendo uma maior agilidade”, enfatiza o diretor técnico Giancarlo Búrigo. A instituição partiu de 830 operações por mês, no período pré-pandemia, para 1,2 mil, atualmente. A distribuição, que já começou a ser colocada em prática, elevará ainda mais a celeridade.

“Os hospitais dos municípios vizinhos podem sim realizar essas operações de menor complexidade, todos têm centro cirúrgico que podem receber os pacientes. Assim o São José deixa de ficar sobrecarregado”, complementa.

Falta de resposta de pacientes

Por incrível que pareça, os próprios pacientes também possuem um papel importante para ajudar a zerar a fila. Com a demora para a chegada das cirurgias, diversos usuários preferiram buscar o setor privado. Outros desistiram, enquanto uma minoria chegou até mesmo a falecer.

Sem que os pacientes compareçam para assinar um termo que confirme o declínio da vaga, os nomes, judicialmente, não podem ser retirados das listas. As Secretarias de Saúde estão entrando em contato com as pessoas, que, por vezes, acabam não respondendo, atrasando ainda mais o processo.

“Precisamos da colaboração de todos. Planejamos fazer uma reunião com o Ministério Público, para termos um respaldo para tirar esses usuários da fila. Sem que eles não assinem o termo de desistência, não conseguimos fazer a fila andar”, comenta Robertina.

Para quem não precisa mais passar pelo procedimento, basta comparecer ao setor de agendamento do município. No caso de quem já faleceu, os familiares podem apresentar o atestado de óbito. “É o nosso apelo. Nossa maior dificuldade está no contato. Houve até quem mudou de cidade e os dados não foram atualizados”, conclui a secretária. O chamamento é realizado pelo Sistema de Regulação (SISR), que está desatualizado.

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