Criciúma é destaque pelo baixo índice de mortalidade materno-infantil

Município tem a segunda menor taxa de mortalidade infantil do Estado, entre as principais cidades, com um índice 6.9

Foto: Reprodução/Internet

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Nos últimos anos, Criciúma vem se destacando em ações de prevenção e também na diminuição da taxa de mortalidade materno-infantil. O empenho ganhou destaque no Ranking de Competitividade e Sustentabilidade dos Municípios. A cidade carbonífera está em primeiro lugar com o menor índice na mortalidade materna, junto com outros municípios e ficou em 9º lugar nas cidades do Sul do país com o menor índice de mortalidade infantil.

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Em 2021, Criciúma também se destacou no Estado com a segunda menor taxa de mortalidade entre as principais cidades, perdendo apenas para Florianópolis. O município está com um índice de 6,9. “Ficamos na segunda posição entre as principais cidades de Santa Catarina. Para melhorar ainda mais, a mãe precisa fazer a amamentação regular, ter carteira de vacinação do bebê em dia e fazer o pré-natal. No Brasil, o índice é de 15.88 e no Estado é de quase 10 e em Criciúma é 6.9, dá para comemorar, mas podemos melhorar. Nós perdemos 19 crianças no ano passado. Não trabalhamos com números, mas com as vidas perdidas e podemos melhorar este número.”, frisou o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. O cálculo é feito a partir do número de óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos.

A Secretaria de Saúde começou a implementar diversas ações para diminuir a taxa, como a atuação do comitê de mortalidade materno-infantil do município, o acompanhamento do pré-natal na rede de atenção básica e encaminhamentos de assistência para gestação de médio e alto risco. “O município também possui o protocolo Mãe Coruja com diretrizes para o pré-natal, parto e puerpério e a Rede Cegonha, que é um grupo, que discute periodicamente melhorias nessas diretrizes”, informou o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande.

Ele também explana, que a secretaria solicitou, no primeiro semestre do ano passado, uma média de 350 ultrassons e 3,3 mil exames laboratoriais às gestantes. “Durante toda a gestação, a mulher deve fazer no mínimo três ultrassons para acompanhamento”, acrescentou.

Ala materna do HMISC

Em 2018, a nova ala do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) foi inaugurada. Dos 70 leitos construídos no novo espaço, 24 são da maternidade, com alojamento conjunto para mães e bebês, seis na UTI Neonatal, um de isolamento da maternidade, 24 na clínica da mulher, um de isolamento na clínica da mulher, quatro de observação pós anestésicos e dez de cuidados intermediários. O HMISC realiza, em média, 210 partos por mês.

Os óbitos de mulheres grávidas e até 42 dias após o nascimento do bebê, que tenham causas relacionadas à gestação, são chamados de mortalidade materna. Em 2018, 2019, e 2020 nenhuma morte foi registrada. Já no ano passado, cinco óbitos ocorreram. Atualmente, a gestão do HMISC é feita pelo Governo do Estado.

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