Criciúma: Centro de Recuperação precisa de ajuda para se manter

Centenas de dependentes químicos e moradores de rua já foram acolhidos nos últimos oito anos

Foto: Divulgação

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Érik Borges
Criciúma

O Centro de Recuperação Desafiando Gigantes, localizado no bairro Dagostin, na região da Quarta-Linha, em Criciúma, precisa de ajuda para se manter em atividade. Isso porque, em vistorias realizadas pela Vigilância Sanitária e pelos Bombeiros, algumas especificações e exigências foram feitas para que o local receba os alvarás necessários para se manter em atividade. Dentre as especificações está a criação de uma cozinha, além da reforma dos quartos dos acolhidos.

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O local fica próximo ao Morro da Bananeira. Quem preside o centro de recuperação é JoacirDemétrio, que já foi dependente químico quando era jovem. Livre dos vícios, atualmente ele se dedica a acolher pessoas em vulnerabilidade social e dependentes químicos, que muitas vezes não tem nem familiares próximos.

As adequações também estão sendo feitas no local para que o ambiente esteja apto a se prontificar a receber incentivos financeiros governamentais. Atualmente a casa conta apenas com dinheiro de doações. Dos 20 acolhidos no local, familiares de quatro deles contribuem com algum valor financeiro, mas que não é suficiente para bancar os custos mensais. Como por exemplo, a energia elétrica, que está com duas faturas em atraso.

“A gente está construindo uma cozinha. Já ganhamos parte do material. Hoje estamos necessitando de 100 metros de forro. Areia, brita e tijolo nós já temos. E no mais, precisamos fazer reforma geral. Construindo cozinha nova e ajeitando os quartos também. Ao todo vai uns 180 metros de forro. Vamos precisar de argamassa também”, revela Demétrio.

Pisos e azulejos também serão necessários e eles ainda não tem. “Quem quiser visitar nosso trabalho, pode ir lá nomeio da semana. Só ligar para mim e agendarhorário que a gente recebe com o maior prazer. Hoje temos 20 pessoas lá”, declara Demétrio.

Ele lembra que muitos já se recuperaram ao longo dos anos. Mas a questão financeira continua sendo uma dificuldade para manter a casa. Isso porque as doações mensais giram em torno de R$ 3,5 mil, mas só o aluguel custa R$ 2,2 mil e a energia elétrica em torno de R$ 1 mil.

Sobre as atividades desenvolvidas, os acolhidos trabalham nas obras de reforma do local e também realizam a limpeza dos pátios. “Estão na construção, fazendo massa e os demais serviços de auxílio para levantarmos a cozinha”, destaca Demétrio. O presidente do centro de recuperação ressalta que os acolhidos ficam lá por tempo integral. “Só sai no caso de levar no médico ou alguns que já passam de quatro meses na casa, estes ficam dois diaspor semana em casa e voltam”, lembra Demétrio.

Há aproximadamente 22 anos ele eu era usuário de drogas. “Hoje não sou mais usuário e posso ajudar essas pessoas. Nosso prazer é fazer o bem. A gente atende eles com toda atenção. Damos comida, roupa. A maioria não tem família ou a família não aceita eles em casa às vezes pelas coisas erradas que fizeram”, diz Demétrio.

No local, há pessoas encontradas no centro de Criciúma, Morro da Fumaça e outros municípios, até mesmo de São Paulo. “Sempre quando algum amigo nosso que nos ajuda acha alguma pessoa caída na rua, eu digo: pode trazer. Todos que puderem nos ajudar, seja financeiramente, ou também com cestas básicas, eu só tenho a agradecer. É uma obra feita com amor e carinho. Eu fui caminhoneiro por 32 anos e parei de viajar para fazer esse trabalho. Eu tenho compaixão por eles. Porque eu jápassei por essa situação”, pontua Demétrio.

Quem tiver interesse em ajudar, pode entrar em contato pelos telefones:

(48) 99159-2782 e (48) 99607-5952

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