Criciúma: A menina do Sul completa 142 anos

Inicialmente chamada de Cresciuma, cidade conta com a persistência das famílias imigrantes para tornar-se o polo de desenvolvimento econômico da região Sul


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Tiago Monte

Criciúma

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Nesta quinta-feira, dia 6 de janeiro, a maior cidade do Sul catarinense completa 142 anos de colonização. Cresciúma, como era chamada no início, contou com a persistência das famílias imigrantes para tornar-se o polo de desenvolvimento econômico da região Sul.

A fundação e o início da colonização ocorreu em 1880, com a chegada das primeiras famílias, vindas do Norte da Itália, com imigrantes italianos de Veneza, Belluno e Treviso. Nos primeiros tempos, muitos colonos morreram na luta com os bugres. Os imigrantes fizeram caminhadas cansativas, rasgando picadas até encontrarem um rio, onde iniciaram a povoação.

A colônia de Criciúma desenvolveu-se rapidamente e, em 1892, era elevada à categoria de Distrito de Paz, como sexto distrito de Araranguá. Ainda no fim do século 19, a região começou a desenvolver-se economicamente com o trabalho agrícola e como o comércio. Em 1909, a estimativa da população de Cresciúma era de 3.600 habitantes. Foi com o início das atividades carboníferas, em 1913, o maior marco, trazendo para a região, pessoas de todos os lugares para trabalhar.

Em 1940, a população do município triplicava pela grande quantidade de ofertas de emprego, o que acarretou problemas de infraestrutura. Criciúma também passava a ser conhecida nacionalmente como capital do carvão, o que deu início ao processo de modernização.

O início na atual Praça Nereu Ramos

As 22 famílias do Norte da Itália, que desembarcaram na cidade, com 139 pessoas, não sabiam, mas estavam prestes a fundar o mais próspero município de toda a região. À época, se acomodaram na localidade onde hoje se situa a Praça Nereu Ramos. Precisaram batalhar para lidar a mata fechada e iniciar as primeiras produções agrícolas, de onde tirariam o sustento.

Os alemães e poloneses chegaram alguns anos mais tarde, ajudando a estimular o processo de colonização. Os germânicos partiram do porto de Hamburgo e antes de chegarem à Capital do Carvão, fizeram escalas no Rio de Janeiro, em Florianópolis e Laguna. Os polacos vieram sobretudo das cidades de Varsóvia, Kracóvia e Pietrowska, também em busca de trabalho na lavoura.

A chegada dos demais imigrantes aconteceu quando a cidade despontava como uma potência na extração de carvão mineral e na indústria cerâmica, já nas primeiras décadas do século XX. Foi desta maneira, com um conjunto de povos, idiomas e culturas que Criciúma cresceu. A cidade abraçou a todos, não importando a raça, etnia ou religião. Para comemorar tamanha miscigenação cultural, foi criada em 1989, após o centenário do município, a Festa das Etnias. Foram 31 edições ininterruptas, tornando-se um dos principais eventos anuais da cidade.

*Matéria completa do TN desta quinta-feira

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