Cercados de incertezas, profissionais do Sarasul podem paralisar serviço

Empresa que administrava o serviço estava atrasando os pagamentos e pediu rescisão do contrato na última semana


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O Serviço Aeromédico (Sarasul) pode deixar de operar na região a partir de hoje. Os profissionais se pronunciaram por meio de uma nota, demonstrando-se preocupados com a situação contratual dos colaboradores. A OZZ Saúde, que administrava o serviço, pediu a rescisão contratual junto ao Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-Amrec) na última semana, depois de atrasar o pagamento dos salários em dois meses.

Se não forem atendidos, os profissionais do Sarasul prometeram paralisar as atividades a partir do meio-dia de hoje. “Solicitamos à Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), mantenedora do Serviço Aeromédico, que sejam tomadas as devidas providências no sentido de que seja contratada imediatamente uma nova empresa/organização social a fim de manter o pleno funcionamento do serviço. Haja vista que, sem uma empresa contratante, todos os profissionais aqui trabalhando não estão assegurados técnica e juridicamente, muito menos respaldados para a manutenção do serviço sem direção técnica, escala de serviço ou coordenador. Bem como há qualquer momento podemos ficar sem medicamentos de controle especial ou materiais que exijam responsabilidade técnica para compra, com isso colocando em risco a população”, afirma o comunicado.

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No texto assinado por 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros e farmacêuticos, o grupo pede ao CIM-Amrec que não deposite mais nenhum valor financeiro á OZZ. “Para que com isso possamos nas formas da lei receber os honorários atrasados de forma direta, e também para que a empresa que venha a assumir o contrato em mote possa quitar os valores que foram trabalhados desde a rescisão até o presente momento”, continua a nota.

Por fim, os trabalhadores da saúde avisaram que, caso não exista até esta quarta-feira, formalmente, os dados da empresa responsável pelos pagamentos dos salários e pela responsabilidade técnica do serviço daqui para frente, “os trabalhos serão paralisados por falta de escala médica e de enfermagem”.

“Temos um vínculo e um clima excelente com todos os profissionais do SAER, ao qual fica a nossa gratidão e respeito. Porém não, é tão simples e fácil. Embarcar em um serviço aeromédico tem um serie de riscos que todos da equipe estão envolvidos. Todos temos família, esposa, filhos, irmãos e pais. Adoramos o que fazemos, porém precisamos de no mínimo uma segurança e amparo legal para com as nossas vidas e também com os nossos proventos. Somos profissionais e queremos um mínimo de respeito. Esperamos que o CIM-Amrec tenha um solução o mais rápido possível e caso essa nova empresa que vai ser contratada necessite dos nossos serviços, estaremos a disposição e felizes por voltar a trabalhar junto ao SAER”, afirma o médico José Nixon Batista.

Chance de paralisar é zero, diz presidente do CIM-Amrec

Apesar do comunicado assinado pelos 12 profissionais que compõem o Sarasul, o presidente do CIM-Amrec, Fernando de Faveri, tranquilizou a população e esclareceu que a possibilidade de o serviço ser interrompido na região não existe. Uma nova empresa deverá ser anunciada até a próxima para administrar as operações em caráter emergencial durante os próximos meses, até que um novo processo licitatório seja realizado.

“Está tudo bem encaminhado, vamos formalizar o contrato com a nova empresa até sexta-feira. Estou conversando com a maioria dos profissionais, o serviço não vai parar. Está tudo acertado. É apenas um que está fazendo ‘fogo’. Tudo vai seguir com a tramitação legal, de acordo com o que combinamos com os profissionais em reunião na Amrec”, enfatiza.

De Faveri ressaltou que a grande maioria dos profissionais estão dispostos a continuarem trabalhando durante esta quinta-feira, rechaçando a hipótese de paralisação. “Se um deles quiser parar, os outros continuam normalmente. Está tudo dentro daquilo o que combinamos na semana passada”, encerra.

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Por: Gustavo Milioli
Em: Criciúma

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