Além de assoreado, Rio Sangão está há 13 anos sem limpeza

A Prefeitura Municipal alega precisar do aval do Ministério Público Federal (MPF), que puniu o órgão em 2009, para realizar os serviços

Foto: Nilton Alves

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Preocupação.  A palavra descreve os moradores do bairro Sangão, em Criciúma, e Cidade Alta, em Forquilhinha. Isso porque o Rio Sangão, situado no limite das comunidades está assoreado e corre o risco de transbordar a qualquer momento. A última limpeza no local foi feita pela Prefeitura criciumense, em 2009, que atualmente, alega não ter o aval do Ministério Público Federal (MPF) para realizar uma nova intervenção.

A Prefeitura de Criciúma foi punida pelo MPF na limpeza e desassoreamento, há 13 anos. Na época, a empresa responsável pela execução dos trabalhos descumpriu uma norma judicial. “Foi retirado o sedimento, que chamamos de lodo situado no meio do rio, e colocado na margem esquerda para secar, gerando a punição”, explicou Guilherme Alexandre Colombo, engenheiro ambiental da Secretaria de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana do município.

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Ainda conforme Colombo, desde 2011 a gestão municipal vem elaborando resoluções para que a situação seja revertida. Um delas foi um projeto feito em parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), por meio do Iparque, para plantar em cima desses resíduos. No entanto, a posição do MPF negou, afirmando que traria malefícios ambientais.

Além dos próprios moradores depositarem alta quantidade de lixo no Rio Sangão, que também passa por Maracajá, o Rio Criciúma desemboca no local. A próxima limpeza e desassoreamento só poderão ser feitos após aprovação do MPF. Para a retirada do sedimento, é preciso que um novo projeto seja elaborado e levado ao órgão público federal.

Moradores

Maria Salete Casagrande, de 70 anos, é presidente do bairro Sangão. Ela mora na comunidade há cinco décadas e já vivenciou várias situações em que o rio encheu, invadindo casas situadas ao entorno. “A última vez que transbordou foi bem feio. Lembro que eu ia todos os dias na prefeitura para eles virem realizar a limpeza do rio”, salientou.

Idelci Rampinelli, mais conhecido como Dinho, tem 52 anos e mora no lado de Forquilhinha, no bairro Cidade Alta. Além de também ser morador antigo, ele cumpriu três mandatos de presidência da comunidade e atua como vereador na Câmara de Vereadores do município.

“Já solicitei várias intervenções no Legislativo. Em minha opinião, as três prefeituras deveriam se juntar para resolver esse problema, não só a de Criciúma como a de Forquilhinha e Maracajá também”, indagou Dinho, que também já teve sua casa invadida pela chuva há alguns anos.

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