Tigre: Tencati reclama de decisões da arbitragem

Em entrevista coletiva, ao final do jogo, o comandante carvoeiro disparou contra o juiz gaúcho


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Tiago Monte

Criciúma

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O técnico Cláudio Tencati mostrou muita insatisfação com a arbitragem do gaúcho Douglas Schwengber da Silva. Em entrevista coletiva, ao final do jogo, o comandante carvoeiro disparou contra o juiz do jogo. “Foram dois pesos e duas medidas. O árbitro foi muito mal nessa composição. Se tivesse o VAR, no primeiro tempo, o Tadeu só socou a cabeça do Lohan, que ainda quase fez o gol e poderia ter sido pênalti. E foi pênalti, na verdade. Mas não tem VAR e a visão dele estava encoberta, então, não quis dar. Foram dois pesos e duas medidas, inclusive no cartão amarelo no Gustavo e, quando o Tadeu caiu e enrolou, e ele não fez nada. Arbitragem foi muito confusa nestes critérios técnicos de cartões e teve prejuízo para o Criciúma, que poderia ter sido diferente”, dispara Tencati.

O treinador também viu irregularidade no gol do Goiás. “No gol deles, teve agarrão do Apodi no Zé Marcos, não deixando atacar a bola e abriu espaço para o outro atleta cabecear. Prejuízo grande para o Criciúma”, diz.

O comandante, porém, não isenta o time do Criciúma de culpa pela derrota. Principalmente pela falta de ritmo de jogo. Tencati elogiou o desempenho da equipe, no primeiro tempo, e admitiu queda na etapa final. “Perdemos o controle do jogo até os 20 minutos, depois o Criciúma retomou o controle e só a partir das substituições, onde colocaram dois atacantes, é que vieram as bolas  de jogo aéreo, mas o Criciúma continuava bem, estava equilibrado, mas, com certeza, o Criciúma foi muito melhor no primeiro tempo. E então entra aquele problema que tínhamos falado: ritmo de jogo e não termos exposto os atletas a jogarem 90 minutos frequentemente. Esse é um problema sério, pois você não está medindo os jogadores em partidas de nível alto”, diz.

O comandante carvoeiro adverte para a necessidade que o time tem em jogar mais. Mesmo que seja com amistosos. Ele chegou a cobrar a realização de, ao menos, quatro jogos preparativos até o começo da Série B do Brasileiro. “Temos que atacar com um planejamento diferente, visando a Série B: temos que jogar. Já treinamos demais. Se tiver que fazer dois amistosos por semana, vamos ter que nos virar e fazer. Até a estreia na Série B, no mínimo quatro amistosos”, pontua.

Tencati voltou a frisar a falta de ritmo de jogo que prejudicou o Tigre. “Eu vejo que a derrota está no tempo de competição. De jogar. Nós estamos acostumados a treinar, que não é nunca o medidor do jogo. A partida é diferente e nós vimos aqui no estádio: a quantidade de torcedores e interferência na arbitragem. São vários componentes que a equipe tem que se adaptar e não está acostumada a fazer. Falta ritmo de jogo. Eu acredito que jogamos bem, fizemos um grande primeiro tempo e, depois, fica claro a queda da equipe baseada em vários fatores. O time caiu de produção e temos que reconhecer isso”, finaliza.

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