Tigre: Tencati pede atenção aos gols sofridos

Para o treinador carvoeiro, time está tomando “gols bobos” e precisa de mais trabalho nas bolas paradas


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Tiago Monte

Caxias do Sul (RS)

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Fotos: Celso da Luz/CEC

O treinador do Tigre, Cláudio Tencati, está atento aos gols sofridos pela equipe carvoeira, como aconteceu na tarde deste sábado, diante do Juventude, em Caxias do Sul. O segundo gol do time gaúcho saiu a partir de uma cobrança de escanteio. Na quarta-feira, contra o São José, a equipe havia levado um gol oriundo de falta lateral. O comandante pede atenção aos “gols bobos” sofridos pelo Criciúma. “No segundo tempo, tomamos um gol de bola parada, em um escanteio, e isso nós vamos ter que trabalhar bastante, porque esses aspectos não vinham acontecendo e, agora, tomou um gol, contra o São José, em uma falta lateral e, depois, de escanteio, hoje, no segundo tempo. Foi isso que o Juventude fez: não ameaçou mais o gol do Raul. O Criciúma se manteve bem no sistema defensivo e atacou muito mais. Principalmente no segundo tempo, depois das mudanças que fizemos” , explica Tencati.

O treinador ficou contente com o desempenho do time e lamentou o resultado do jogo-treino contra o Juventude. Ele também ligou o sinal amarelo para as chances perdidas pelo time carvoeiro. “Temos que dividir em dois momentos: resultado e dinâmica de jogo. Na dinâmica, foi um desempenho positivo. Se nós dissermos que o Criciúma não jogou, não produziu, não criou, não é verdade. As mesmas oportunidades que o adversário criou, no primeiro tempo, nós também tivemos. Aí está um ponto de desequilíbrio, neste momento: não estamos colocando a bola no fundo da rede e estamos tomando ‘gol bobo’. Não teve mérito do Juventude e, sim, foi um erro em nossa saída de bola, onde o adversário roubou a bola e conseguiu uma finalização de muita precisão. Então, 1 a 0”, diz.

Tencati afirma que o principal, neste momento, é a construção do trabalho. “O resultado é ruim? Óbvio. Ninguém quer perder, mas a gente tem que olhar o mais importante deste momento, que é a construção do trabalho e as testagens que estamos fazendo”, comenta.

Marquinhos Gabriel entra em campo

O meia-atacante Marquinhos Gabriel esteve em campo, na etapa final, e arrancou elogios do treinador. “Percebemos que, com meio tempo que oferecemos, foi fundamental a participação dele. Ele pensa muito o jogo, é dinâmico, e pode atuar contra o Aimoré. Quem sabe pode estar em campo contra o Londrina, na estreia”, destaca.

Marquinhos deve ser titular do Criciúma em breve. “Extremamente positivo e era o que pensávamos. O Marquinhos é um jogador muito participativo, inteligente e dinâmico. Demos liberdade para ele no jogo interno. Ficou duas vezes em situação de um contra um e poderia ter ido para cima e finalizado. Mas justamente é o ‘timing’ que daqui a pouco ele vai pegar e foi extremamente positiva a participação dele”, pontua.

Recém-chegado, o zagueiro Rayan também foi elogiado por Tencati. “Entrou firme, rápido. É um jogador que sabe propor jogo e é aquilo que a gente quer, em termos de característica: um atleta rápido e firme”, pontua.

Trocas alteram o sistema de jogo do time

No segundo tempo da atividade, Tencati promoveu muitas alterações no time do Criciúma e observou diversos jogadores. “No segundo tempo, colocamos o Marquinhos Gabriel e o Lucas (Xavier) para testar um esquema com jogadores de mais mobilidade, junto com Negueba e Bilu, com o Marquinhos intercalando a armação com Arilson e o Leo como volante. Depois, tivemos Bressan, Rômulo e Renan (Areias). Trocamos todo mundo, mas mantivemos um nível de produtividade forte”, diz.

Tencati separou o jogo-treino em dois momentos. “Se colocarmos na computação geral: primeiro tempo 1 a 0 e, no segundo tempo, com muitas trocas de ambos os lados, 1 a 1. O Juventude também trocou todo mundo, como nós fizemos muitas mudanças e ficaram apenas Claudinho e Marcelo Hermes. Os demais atletas de linha foram trocados para que todos tenham minutagem. Nós entendemos que é necessário isso” , comenta.

Para o comandante, o mais importante é a sequência no trabalho e ele considera .normal o momento que o time do Criciúma passa. “Estamos buscando a equipe ideal. Agora, temos referência do Marquinhos e do Rayan, assim como o Negueba. É normal sofrermos agora. É o que todas as equipes passaram lá em janeiro, iniciando os Estaduais. Aconteceu com o Juventude, por exemplo, que sofreu, brigou para não cair e se ajustou para o Brasileiro. Está quase pronto. O Criciúma vem sofrendo nesse processo e estamos passando por isso agora. Temos que focar na sequência do trabalho para conseguir os resultados na primeira e segunda rodada e seguir adiante no Brasileiro”, finaliza.

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