Tigre: Tencati exalta a força da equipe após vitória

Técnico reforça a importância de todo o grupo de jogadores, depois de superar o CRB por 3 a 0 no início da tarde deste sábado


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Tiago Monte

Criciúma

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Após ficar sem vencer por cinco partidas, o Criciúma quebrou o jejum ao bater o CRB por 3 a 0, no início da tarde deste sábado, no Majestoso. Após o confronto, o técnico Cláudio Tencati exaltou a força do grupo de jogadores, principalmente os atletas que entraram e corresponderam ao desafio. “É a força da equipe. A gente sabe que tem o peso das derrotas, mas, nas vitórias, se evidencia o trabalho em equipe. O Zé Marcos teve um momento de instabilidade e a gente reforçou para ele, o quanto ele é importante para nós. Reforçamos as boas partidas que ele fez. Vários jogadores têm entrado e, em algum momento, tem um questionamento, mas, internamente, a gente mostra o quanto eles são importantes. Em determinado momento da competição, eles terão oportunidade de jogar, então tem que entrar, corresponder e fazer a parte deles”, diz.

O mérito do triunfo deste sábado, para o comandante, é apenas dos atletas. “A cobrança é pesada e o mérito é da equipe. Não é do Tencati e do auxiliar. As substituições funcionaram, mas o mérito é da equipe. Os atletas não deixaram, em nenhum momento, de comprar a nossa ideia, modelo de jogo. Então, méritos deles. A gente está no trabalho da semana e sabe como tudo está funcionando”, ressalta.

As entradas de Rômulo e Hygor, autores de gols, foi comentada pelo comandante carvoeiro. Ambos se credenciam a um espaço entre os titulares na sequência da Série B do Brasileiro. “A gente perdeu o Arilson, por uma pancada, mas já, de imediato, temos na cabeça o Rômulo, que está treinando ali, está mais solto. A gente tem as ideias e temos que ressaltar a força da equipe e dos atletas, também a consistência deles. Quem entrou estava focado. O Hygor, a gente percebeu uma vaia, mas ele teve personalidade e nível de confiança alto. Ele foi abençoado com um gol e fez a parte dele, que era importante, em um setor que é muito cobrado. Isso já ajuda muito, para os próximos jogos, na parte ofensiva”, destaca.

Confiança no lateral Claudinho

Ausente contra  o Operário-PR, na rodada passada, o lateral Claudinho voltou ao time. Tencati explicou a saída e o retorno do jogador ao time titular. “As decisões que a gente toma, quando um atleta sai, tem alguns componentes: técnico, físico ou tático. Não é por risco de lesão. Eu não posso ter um atleta em campo que não vai responder na parte técnica porque o físico está ruim. Isso em função do acúmulo de jogos. O Claudinho já havia atuado contra Novorizontino e CSA, segurado a maior parte do tempo, houve o desgaste de uma viagem terrível e, em uma avaliação prévia que fizemos, antes do jogo contra o Operário, decidimos retirá-lo, porque a performance dele iria cair. Aumentaríamos, inclusive, o problema, porque provavelmente teríamos que trocá-lo na primeira etapa. Mas nós temos o nível de confiança na equipe. O Claudinho está em evolução gradativa. Não vamos resolver as questões dele em um jogo. Ele ainda vai evoluir muito e confiamos muito nele”, explica.

Tencati sabia da pressão que existia pelo grande número de jogos sem vencer, porém, não se mostrou surpreso com o fato. “Normal. O futebol brasileiro caracteriza, quando não há resultado, o trabalho do treinador. E já estou consciente disso. Estou sabendo da cobrança e como o treinador é cobrado. Não tenho nada a reclamar, porque já sei que funciona dessa forma. Faz parte do jogo”, comenta. “Não ganhar por cinco jogos, existe um peso. E eu sei disso porque estou, há sete temporadas, jogando essa competição. Então, tenho experiência também. Em algum momento, a gente precisa virar a gente. Eu sabia que era esse momento. Queríamos ganhar também para dar um presente ao clube e aos torcedores e foi isso que aconteceu: uma grande apresentação e um placar elástico. Parabéns ao Criciúma pelos 75 anos. A direção está fazendo um trabalho espetacular”, completa.

Agora, o Criciúma terá uma sequência difícil na Série B: contra Grêmio, Cruzeiro e Bahia. O técnico reforça que o time precisa ser regular e tirar as lições positivas de todos os jogos passados. “O que precisamos ter, em nossa cabeça, não é só a lição deste jogo, mas dos anteriores também. Se você evidenciar que, até fazermos o gol, tínhamos uma partida espetacular. Não. Era uma partida agressiva, organizada, com bola de pé em pé, mas a agressividade não estava tão alta – para quem precisa vencer um jogo em casa. Enfrentamos muita dificuldade, no início, mas, após o gol, o time ficou muito mais solto, leve. Então, existe ansiedade e pressão. Temos que pegar um pouquinho de cada jogo para as próximas partidas. Precisamos ter regularidade. Essa é a missão para o desafio dos próximos três jogos. Quem sabe aí vamos mudar a chave e dizer que o Criciúma entrou de vez na Série B. Vamos mostrar que somos G10 para frente”, finaliza.

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