Próspera: Nei Rama desabafa ao final do jogo

Diretor de futebol lamenta a falta de estrutura e o planejamento errôneo do Próspera para a disputa do Catarinense deste ano


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Tiago Monte

Balneário Camboriú

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Ao final da partida que culminou com a queda do Próspera para a Segunda Divisão do Catarinense, o Diretor de Futebol do clube, Nei Rama, desabafou sobre a falta de estrutura e o planejamento errado que foi montado para o Estadual. “É difícil de falar, mas tem que falar. A realidade é essa. A gente veio tropeçando. Subimos de uma maneira fantástica (no ano passado), mas com uma estrutura falha. Subimos para depois buscar a estrutura. Vocês sabem o quanto foi difícil chegar até aqui. Temos que repensar e fazer de tudo para, quando reascender, ter uma estrutura digna para participar”, diz.

Nei se inclui entre os culpados pelo rebaixamento do Time da Raça para a Série B do Catarinense em 2023.“Eu não vou fugir da minha responsabilidade e dos meus erros. Temos que falar do que não fizemos, mas fomos levando. E não preciso ficar relembrando. E isso foi desde o apito final que deu o acesso. O Próspera fez tudo no momento atrasado e um campeonato, como o Catarinense, exige coisas mais organizadas. Eu estou dentro da culpa, apesar de cuidar mais do futebol”, desabafa. “Deixar tudo para última hora, complica. O Joinville nos fez cair pela camisa e estrutura que tem. Não adianta nada agora brigar com ninguém. O Próspera está acima de todos nós, mas temos que pensar no clube para voltar de forma mais estruturada”, completa Rama.

Rama diz que os últimos meses foram os mais difíceis da vida esportiva dele. “A nossa folha salarial era a mais baixa do campeonato. Não é desculpa, mas, com toda a sinceridade do mundo, foram os três meses mais difíceis da minha vida esportiva. Angustiantes. Em campo e fora de campo. Dezembro, janeiro e fevereiro foram batalhados. A gente tem que procurar lugar para jogar, não é fácil. É um desabafo meu. Fizemos de tudo para arrancar o empate aqui hoje, mas não conseguimos”, comenta.

O Diretor garante que não houve briga interna no clube. “É essa luta mesmo. A gente subiu, resolveu não jogar a Copinha para se estruturar e o tempo foi passando. Fomos deixando para frente. A culpa é minha e dos demais dirigentes. Todo mundo sempre esteve unido. Não houve desunião. Para o Próspera foi um aprendizado, mas não tem atrito entre pessoas. Houve um planejamento errôneo”, pontua.

O Próspera vai jogar a Série D do Brasileirão no estádio Mário Balsini. É o que garante Rama. “Vamos jogar em casa. A gente cansou. Fomos levando, omitindo algumas coisas, mas agora é verdadeiro. A Série D nós temos que jogar lá e dar o resultado que a torcida do Próspera merece. Esquecer o descenso ninguém vai, até porque a minha vida sempre foi mais de sucesso do que fracasso. Mas temos que jogar lá”, finaliza.

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