Emerson Cris tem futuro em aberto no Próspera

Treinador não garante presença para a Série D do Brasileiro e lamenta não ter estádio para jogar durante o Catarinensee


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Tiago Monte

Balneário Camboriú

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A presença de Emerson Cris, no comando do Próspera, para a sequência da temporada não está garantida. Após quase uma hora, desde o final do jogo contra o Concórdia, que culminou com a queda do Time da Raça para a Série B do Catarinense, o treinador desabafou sobre o ano e não garantiu a manutenção do trabalho no Time da Raça. “Fica a critério da direção. Agora temos que esfriar a cabeça e ver o que vai acontecer. Vamos conversar para saber quais são os planos. A gente tem que sentar e conversar com a diretoria. Quando chegamos, sabíamos que poderiam sair alguns atletas. E saíram. Tivemos um elenco bem jovem e com potencial. Agora é sentar e conversar com a diretoria e ver como vai ser”, diz.

O comandante se mostrou triste com a queda para a Segundona do Catarinense em 2023. “Fica o sentimento de tristeza, pedido de desculpa pra cidade, clube e bairro. Caimos, mas tentamos com todas as forças que não acontecesse. Agora vamos ver como vai ser”, enfatiza.

Emerson lamentou a falta de um estádio fixo para o Próspera jogar como mandante. Os deslocamentos foram avaliados como muito prejudiciais para o desempenho do elenco. “A gente pagou muito caro por não poder atuar com o nosso torcedor. Contra o Juventus, com quatro, cinco mil torcedores apoiando, seria outro resultado. A viagem desgasta. Mas não é só o jogo. Para treinar, era uma hora para ir e outra para voltar, mas sabíamos que teria nisso. Ficamos tristes com o resultado de hoje e o que aconteceu”, comenta.

Reclamações contra as arbitragens

O treinador do Próspera lamentou os diversos erros que, segundo ele, o Próspera sofreu na competição, em função de erros dos juízes em diversas partidas. “Quando você tem uma estrutura boa, com certeza teu trabalho tem resultado melhor. Mas eu não quero transferir, não. Quando nos reunimos, a diretoria disse que teríamos dificuldade. O que eu fico triste é que nem sempre só o trabaljo resolve. Teve muitas forças externas da arbitragem, que a gente nem gosta de falar muito. Foi assim contra o Brusque, hoje de novo. Mas eu prefiro esfriar a cabeça e ver o que vai ter pela frente”, diz.

O comandante lamentou, inclusive, os supostos erros na partida contra o Concórdia. “Infelizmente, aconteceu o que não esperávamos. O futebol tem essas armadilhas. Contra o Brusque tomamos um gol, da forma que foi, e hoje aqui foi igual. O Sidão fez vários milagres, no primeiro tempo, depois, na etapa final, levamos dois gols muito discutíveis. O bandeirinha estava perdido nas decisões dele”, comenta.

Emerson exaltou a dedicação do elenco prosperano e a luta para tentar ficar na Série A do Catarinense, o que não aconteceu. “Claro que se você tem mais condições, tem material humano melhor, tem resultado melhor. Dentro do que a gente tinha, tentamos extrair o melhor resultado possível. A gente ralou todos os dias. A gente, dentro das limitações, mostrou competência e trabalho. Claro que seria diferente (se tivesse mais investimento). O Concórdia, por exemplo, investiu mais, assim como Hercílio Luz e Camboriú. Estou muito triste e decepcionado. Agora é esfriar a cabeça”, pontua.

Durante a última semana, o treinador precisou se ausentar de treinos com o elenco, pois perdeu o pai. Ele evitou falar do assunto pessoal, mas resumiu o sentimento. “Foi a pior semana da minha vida. Mas nem quero tocar nesse assunto. Segue a caminhada”, finaliza.

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