Criciúma: Tocha tem desafio no Brasileiro

Atleta de bicicross disputará o campeonato nacional, nos dias 2 e 3 de julho, em Londrina. Desafio maior será em setembro no Pan-Americano


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Tiago Monte

Criciúma

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Entre os dias 2 e 3 de julho, o piloto de bicicross, Marco Aurélio Tocha, terá um novo desafio nas pistas. Ele participará do Campeonato Brasileiro da modalidade, em Londrina (PR), e tentará alcançar o lugar mais alto do pódio na categoria 45 a 49 anos. “Essa é a etapa única, da Confederação Brasileira de Ciclismo. São dois campeonatos nacionais: um é esse e o outro é pela Confederação de Bicicross. Esse último será em dezembro em São Paulo”, explica o atleta.

Com uma pequena lesão no ombro, Tocha está em processo de recuperação e espera uma competição complicada no Oeste do Paraná. “Vou fazer algumas sessões de acupuntura e tenho certeza que vou ficar recuperado para dar o meu melhor e tentar conseguir um bom resultado. Vai ser uma competição muito difícil, com muitos atletas do Brasil inteiro, mas estarei na briga”, destaca.

Em paralelo a isso, o piloto está disputando os campeonatos catarinense e paranaense de bicicross. “A próxima etapa do Catarinense será em Rio do Sul, já a primeira foi em Brusque. A final será em Videira. Vou fazer outras provas extras, como parte do treinamento”, diz. No Estadual do Paraná, Tocha combina a participação com a realização de palestras motivacionais e educativas em escolas. “Estou disputando o Campeonato Paranaense e faço uma palestra em cada cidade que tem disputa. Fiz palestras em Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu e, recentemente, foram seis apresentações em dois dias. Uma loucura, mas que foi muito bom. No final de semana, a gurizada me assistiu na prova. Foi bem bacana”, comenta.

Ainda em busca do grande sonho

Um dos sonhos que Tocha ainda não realizou é a conquista da medalha de ouro no Pan-Americano. A disputa deste ano será na cidade de Santiago del Estero, na Argentina. A cidade é uma velha conhecida do piloto. “Já competi duas vezes por lá: fui terceiro colocado, em uma etapa da Copa do Mundo, em 2014, depois fui quinto no Pan-Americano de 2017 e, esse ano, pretendo estar lá novamente para buscar a tão sonhada medalha de ouro do Pan-Americano”, detalha.

Tocha já conquistou quatro medalhas do Pan-Americano, mas ainda falta o lugar mais alto do pódio. “Eu tenho duas (medalhas) de prata e duas de bronze, em 2002, 2007, 2008 e 2014, só que eu quero a de ouro, a douradinha”, comenta, aos risos.

O piloto, que está em uma nova divisão de disputa, também batalha para conseguir patrocínios que viabilizarão a ida para a disputa continental. “Esse ano em mudei de categoria, fui para 45 a 49 anos, então, vamos em busca da medalha de ouro. Primeiramente, lutar para estar na competição, afinal não está fácil de conseguir apoios”, lamenta.

Meta é realizar 200 palestras nesse ano

Além de acelerar nas pistas, Tocha também realiza palestras educativas e motivacionais nas escolas das cidades onde passa. No ano passado, ele atingiu a meta de 150 palestras. Em 2022, o número deve aumentar. “Quero chegar, agora, em cidades e escolas que ainda não tive a oportunidade de ir. Tem escolas de Criciúma que não fui e cidades da região que também não fiz palestras ainda. Tenho muita coisa bacana para passar para as crianças e adolescentes. Até o final do ano, quero fazer mais 40 palestras para alcançar as 200 palestras em 2022”, detalha.

Nas palestras, Tocha conta um pouco da história no esporte. “Sempre disseram que eu não daria certo no esporte, mas corri atrás e provei que estavam errados. Tanto que cheguei a ser o melhor piloto das Américas em 2007. Então, o que tento passar para as crianças e adolescentes é a determinação para conseguir conquistar os sonhos, sem esquecer dos estudos, que são muito importantes, e também fugindo das drogas e outras situações erradas que se apresentam por aí”, detalha.

Para 2023, a intenção de Tocha é seguir nas pistas e escolas. “No ano que vem, teremos um novo planejamento e nova programação. Não penso em parar até conseguir atingir meus sonhos de conquistar o Pan-Americano e o Mundial. E quero chegar lá para ter mais histórias para contar para os jovens”, finaliza.

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