Professores da Unesc se reúnem para aprendizado e discussões da docência

Encontro híbrido debateu desafios do aprendizado nas diferentes áreas do conhecimento

Foto: Divulgação/Unesc

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As atividades de Formação Permanente da Unesc iniciaram em uma noite inspiradora para quem acompanhou o encontro promovido pela Universidade de forma híbrida. Presencialmente no Auditório Ruy Hülse e transmitido ao vivo pelo canal da Unesc TV no Youtube, o evento que marcou o início da tradicional formação dos professores contou com a participação do convidado Rogério Augusto Profeta, professor doutor e reitor da Universidade de Sorocaba (Uniso/SP), o qual apresentou a palestra de título “Experiências no processo de inovação curricular e pedagógica”.

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Os diálogos vivos que precisam fazer parte da rotina dos professores e que vão muito além de documentos a serem apresentados em instâncias superiores, conforme a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, estão entre os desafios impostos ao professor que se desafia a ensinar nos tempos atuais. “A inovação traz a ideia de que é preciso construir algum caminho novo que possa responder questões que precisam ser superadas e, seguramente, precisará desse entendimento dos processos pedagógicos como documentos vivos. A Graduação Multi pressupõe esse conjunto, a ressignificação do currículo com base na experiência e ancorada no projeto pedagógico de cada curso, ancorados, por sua vez, no nosso projeto institucional. Neste cenário a ação docente é determinante para o sucesso”, afirmou em sua fala, convidando os professores para protagonizarem o processo.

Ao convidar os colegas professores a se engajarem na nova proposta de Formação Permanente da Universidade, o diretor de Ensino de Graduação, Marcelo Feldhaus, descreveu o processo como “ação individual e coletiva de criação e de novas invenções da docência, promovendo a transposição dos projetos que nos direcionam de modo vivo nas três dimensões acadêmicas em todos os níveis de ensino”.

Para o diretor, os esforços devem sempre se voltar à mobilização em prol de uma docência diferenciada na qual cada encontro de formação mobilize a renovação das discussões em torno das diretrizes pedagógicas da Unesc. “Finalizo citando o grande escritor brasileiro Manoel de Barros na obra Matéria da Poesia na qual escreve que ‘quem anda nos trilhos é trem de ferro, sou água que corre entre as pedras: liberdade caça jeito’. Assim como Manoel de Barros, que nós, docentes, possamos caçar jeitos de promover docências mais líquidas que encontrem frestas, rachaduras, adquirindo formas mais distintas de criar novos relevos, densidades e contornos, assim como a água que encontra desvios mais livres entre as pedras, e assim, encontrar e viver experiências”, salientou Marcelo.

Para a pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Gisele Coelho Lopes, os esforços empreendidos em prol do projeto de Graduação Multi colocam a Universidade na vanguarda da formação universitária nacional e internacional. “São mudanças que exigiram novas formas de ser e produzir significados para nós e para aqueles que nos enxergam como referências de competências técnicas, mas também humanas e comportamentais. Estamos construindo um cenário cada vez mais forte e com musculatura para caminharmos juntos rumo ao futuro de desafios, mas com cenários promissores”, afirmou.

Reflexões que se encaixam ao cenário da Unesc

O conhecimento compartilhado pelo reitor completou as falas das lideranças institucionais e da assessora pedagógica Daniela Arns, que adiantou aos presentes a proposta de Formação Permanente da pró-reitoria Acadêmica.

As reflexões em torno do processo de ensino-aprendizagem, conforme o palestrante da noite, Rogério Augusto Profeta, são constantes. “Me faço todo dia essas perguntas. Não encontrei receita pronta em um universo paralelo no qual possamos entrar e encontrar informações que formem receita que tenha certeza que vai dar certo. Nosso desafio é o de engajar e estimular o aluno para que ele entenda que a autonomia pressupõe que ele pode descobrir e construir muito mais a partir do seu próprio interesse”, comentou.

Ao oportunizar experiências em sala de aula que desafiem os acadêmicos e demonstrem na prática o potencial gerado pela dúvida e pelo interesse, conforme o reitor, o professor estará fazendo o papel de mediar o conhecimento e abrir portas. “Nosso sonho é que os alunos invadam os laboratórios e comecem a produzir a partir do seu próprio interesse. A prática e a experiência têm levado à vontade de fazer acontecer”, acrescentou Profeta.

Foto: Divulgação/Unesc

 

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