Vendas de carros crescem no país

Comercialização aumenta 25% no Brasil, em relação ao mesmo mês do ano passado, e indica final de ano positivo para o setor


- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Após anos complicados, em virtude da pandemia – e as consequências dela – o mercado de veículos começa a voltar ao normal. No mês de setembro, as vendas cresceram 25,1%, no Brasil, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O mercado automotivo vinha sofrendo com a falta de carros, mas já apresenta reação. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 194 mil unidades foram vendidas no mês passado, segundo mostra balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), associação que representa as concessionárias.

Ainda assim, o acumulado do ano é negativo. “Estamos com 5% de queda. Começamos o ano com 23% abaixo, no primeiro trimestre. Foi muito fraco. Sentíamos muito, ainda, a falta de componentes eletrônicos no começo do ano. Isso impactou a produção. De lá para cá, esses problemas foram resolvidos, em nível de produção, e as montadoras conseguiram melhorar a produção e atender o mercado”, explica o Diretor Executivo da Fenabrave/SC, André Andreazza. Só esse ano foram emplacados mais de 1,5 milhão de veículos, no país, segundo a entidade que representa as concessionárias.

Apesar da alta em 12 meses, na passagem entre agosto e setembro os emplacamentos caíram 7%. O fato é explicado pelos dois dias úteis a menos do mês passado. Na média, o ritmo diário de setembro (9,2 mil veículos) ficou um pouco acima do apurado no mês anterior (9,1 mil). “A recuperação vem acontecendo, em que pese não se divulgue muito as coisas boas que acontecem, mas a confiança do consumidor começa a se repercutir nos dados em todos os segmentos”, comenta André.

Fornecimento de componentes eletrônicos tende a normalizar

Um dos principais dificultadores para a produção de carros novos, a falta de componentes eletrônicos no mercado começa a desaparecer. As paradas de produção nas montadoras tornaram-se menos frequentes. Assim, a indústria consegue aumentar as entregas ao consumidor comum e locadoras de carros. “Repercute, a volta da produção de componentes eletrônicos, que estava em falta, a confiança do consumidor, que voltou a crescer, mas é importante ressaltar que, mesmo que nós vamos vender mais que 2021,o ano passado foi de nível bastante baixo. Ainda resultado da pandemia. Então, temos uma base baixa do ano passado para comparar agora. Porém, sempre que se começa a crescer de novo é algo positivo”, explica o Diretor.

No último mês, os segmentos que registraram crescimento foram o de ônibus, que teve alta de 18,83%, e o de motos, que avançou 4,30%. Em 12 meses, os segmentos cresceram 111,64% e 13,62%. “No acumulado do segmento, que envolve caminhões, ônibus e motos, a gente conseguiu, pela primeira vez no ano, entrar no positivo: estamos com 2% de crescimento em nível de Brasil”, ressalta André.

Redução de imposto ajuda a frear os aumentos

A redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também ajuda a dar sustentação ao mercado em meio ao impacto dos juros mais altos nos financiamentos. “Com toda certeza. Apesar de que, houve a queda (do IPI), mas as montadoras não deixaram de fazer os aumentos. O consumidor diz que não sentiu a queda, mas deixou de aumentar mais. Isso acaba repercutindo também e, com certeza, teve influência”, destaca.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.