Sul catarinense não registra super safra de pêssego neste ano

Engenheiros agrônomos explicam que o clima não ajudou como em 2021; mesmo assim, resultado não é negativo

Foto: Nilton Alves/TN

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Letícia Ortolan

Cocal do Sul

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No Sul de Santa Catarina, a colheita de pêssego já está prestes a ser finalizada. O Estado é o terceiro maior produtor do país e conta com mais de 570 cultivadores da fruta, distribuídos em cerca de 70 municípios. Em Pedras Grandes, Urussanga, Santa Rosa do Sul, Azambuja e Cocal do Sul, por exemplo, a produção é realizada anualmente, movimentando fortemente a economia das propriedades familiar.

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A Agrícola Dela Bruna, de Cocal do Sul, trabalha com fruticultura desde 1975. A propriedade familiar aposta o cultivo tanto de pêssego, como de ameixa, nectarina e uva. Para todas estas frutas, o maior desafio para uma boa safra, é o clima. Se for instável, a produção tende cair significativamente.

Conforme Fernanda Dela Bruna, engenheira agrônoma e uma das proprietárias da Agrícola Dela Bruna, a safra 2022/23 foi baixa comparada ao ano anterior. O motivo foi o clima, que não ajudou as lavouras em toda a região Sul catarinense. O excesso de chuva foi o grande denominador e por isso, a colheita precisou ser antecipada.

“A época para a colheita de pêssego e também da nectarina, é final de novembro e inicio de dezembro. Mas dependendo do clima, isso pode mudar. No último mês, tivemos 15 dias de chuva diretos, que acabou trazendo alguns prejuízos”, explica Fernanda.

Além disso, neste ano, o custo da produção aumentou em mais de 50%. “O que ocasionou isso foram os preços de fertilizantes e produtos químicos. E, o produto pago segue o mesmo valor do ano passado, então a margem do lucro está sendo bem menor”, destaca a Fernanda. A Agrícola Dela Bruna vende para atacados e supermerados.

A engenheira agrônoma afirma que mesmo assim, pode-se considerar a safra como normal: sem grandes lucros, mas também sem muitos prejuízos. É que, comparado ao ano passado, em que produção atingiu o recorde com uma super safra, acaba ficando abaixo da expectativa. A família possui 16 hectares (há) de produção, sendo oito deles destinados apenas para o cultivo do pêssego

Para Daniel Della Bruna, proprietário da empresa Frutas Nicoleto, localizado em Pedras Grandes, a situação é a mesma. A propriedade familiar também está finalizando a colheita dos pêssegos e além desta fruta, cultiva nectarina, ameixa, uva e maracujá, numa área de 20 há.

“Geralmente o plantio do pessêgo dá no mês de junho ou julho, e leva em torno de três anos para começar a produzir. Sempre em junho se inicia a poda das frutíferas, e em outubro se inicia a colheita. Mas, nesse ano foi atípico, começou mais cedo, pois o clima está diferente. Fez frio cedo, esquentou e agora esfriou novamente, isso gera um estresse nas plantas”, salienta Daniel.

*Confira a matéria completa na edição desta segunda-feira no Jornal Tribuna de Notícias 

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