Siderópolis: Força energética para Santa Catarina

Inauguração do Lote 21, em Siderópolis, gera 66% a mais de disponibilidade de energia para o Estado. Empreendimento gera mais de quatro mil postos de trabalho durante a obra


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Tiago Monte

Siderópolis

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Inaugurado ontem pela manhã, em Siderópolis, o Lote 21, do Leilão Aneel nº 005/2019, é um marco energético para Santa Catarina. Trata-se de um empreendimento de R$ 1,28 bilhão, que inclui 435 quilômetros de linhas de transmissão de energia e 925 torres, além de percorrer 28 municípios catarinenses. Mas, além disso, a obra gera mais 66% de disponibilidade de energia para Santa Catarina. “Hoje, o Estado tem um consumo médio de 3,5 GigaWatts. Ou seja, estão sendo colocados, para Santa Catarina, cerca de 66% a mais de condição de transformação de energia, de disponibilidade de energia. São mais de dois GigaWatts extras. Uma coisa importante: estamos disponibilizando volume de energia a mais. Isso fomenta indústria, consumo e desenvolvimento”, diz Hudson Indrigo, gestor da obra. O Lote 21 é uma obra do Consórcio Aliança – sociedade entre a empresa portuguesa EDP (90%) e as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) (10%).

O Lote 21 gera uma nova fonte de energia para Santa Catarina, que aumenta a confiabilidade do Estado no quesito energético.“Se tivermos problemas na fonte original, temos uma segunda fonte que consegue fornecer energia. Isso faz com que a gente tenha menos problemas de falta de abastecimento para o Estado. Não estamos falando em nível de residências, pessoas ou famílias. Isso se refere a cidades e regiões de Santa Catarina”, pontua Hudson. “A gente cria para Santa Catarina uma redundância de alimentação. Isso fomenta a confiabilidade. Por fim, tudo resulta em conforto e qualidade no fornecimento de energia”, completa.

Essa obra reduz o custo da energia e fomenta a economia estadual. “Agora, trazemos uma segunda fonte, uma conexão, que vem do sistema interligado nacional, do resto do país, nós conseguimos fazer com que o custo marginal da energia pro Estado, de uma forma indireta, seja reduzido. Normalmente, quando se compra energia do sistema, ela tem um valor inferior às produções térmicas. Isso não desobriga a operação da térmica, mas temos uma oportunidade de redução de custo, em função da fonte ter custo mais baixo”, explica Hudson.

O gestor explica que as demais fontes de energia de Santa Catarina têm custos maiores. “Santa Catarina tinha, como principais fontes de geração, usinas hidrelétricas do Estado, alguns parques solares e eólicos, bem discretos, que também são do Estado, e uma geração forte térmica – que tem um custo mais oneroso e faz com que o custo de abastecimento seja elevado”, pontua.

*A matéria completa está no TN desta terça-feira

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