Família diversifica produção e gera nova renda com o maracujá

Moradores da área rural de Içara, Samuel e Tamires também cultivam a uva niagara rosada

Foto: Nilton Alves/ TN

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Içara

Do interior de Içara, uma história de empreendedorismo rural. Samuel e Tamires Matiolla deixaram seus empregos para se dedicarem, exclusivamente, a que hoje é a principal renda da família: a agricultura. Pais de Aurora, de oito meses, os dois cuidam de cinco mil pés de uva niagara rosada. No último ano, devido à necessidade de diversificação, eles incrementaram mais uma fonte de faturamento através do cultivo de maracujá.

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“Em 2016, nós iniciamos o cultivo da uva, com implantação de uma área de 0,7 hectare. Hoje, comercializamos em mercados da região e também temos venda direta ao consumidor – que vem aqui, colhe o fruto direto da parreira e pesa na hora. É um diferencial que na região não se encontra: a gente abre as portas da propriedade para essa finalidade durante a colheita, no mês de dezembro até a primeira semana de janeiro”, explica Samuel Milack Matiolla.

Devido ao período em que ficavam ociosos na entressafra da uva – sem poder atuar diretamente na cultura, Samuel e Tamires resolveram diversificar a produção há menos de um ano. “Como eu e a minha esposa não trabalhamos mais fora e queríamos atuar durante esse tempo, tentamos o maracujá. A gente comercializa para uma cooperativa de Jacinto Machado e quem deseja comprar diretamente da propriedade, temos colhido”, explica o agricultor.

Além de surgir como uma alternativa ao período ocioso, o maracujá também veio como uma nova renda à família. “A princípio, a gente quer continuar [a produção]. Mas precisamos ver se dá resultado. Claro, se der uma boa plantação, porque não continuar com os dois cultivos? A uva, a gente planta e precisa esperar cinco anos para ela se formar adulta. Nos três primeiros anos, só sai dinheiro e não entra nada”, explica Tamires.

Agregação de valor surge como necessidade

A ideia de trazer os consumidores até os parreirais de uva surgiu recentemente, mas já é um grande diferencial para os produtores da região. “Nós queremos crescer nesse nicho. O turismo rural, para nós, foi uma necessidade. Não tínhamos mercado, não tínhamos como vender. No início foram muitos ‘nãos’. Daí, começamos a divulgar entre os amigos e o pessoal adorou vir comprar direto aqui, porque nós realmente abrimos as portas da nossa propriedade. Então, de uma necessidade, gerou uma oportunidade”, enfatiza a produtora.

Dos 2,5 mil pés plantados de maracujá na produção da família Matiolla, assim como em qualquer outra cultura, há prejuízo. As frutas que são descartadas pelos compradores por estarem fora dos padrões devido à aparência, são, na sua maioria, saborosas e de qualidade. Por isso, o casal içarense planeja dar outra finalidade ao refugo, através da produção de polpa para comercialização.

“Temos interesse em produzir a polpa de maracujá. A gente vê que esse negócio pode dar certo e devemos tentar montar alguma agroindústria, ou algo do tipo, para fazer a industrialização da fruta”, pontua Matiolla.

Através das redes sociais, @videirasmatiolla, o casal recebe encomendas e divide um pouco da rotina na propriedade.

Dados sobre a produção da família Matiolla:

  • 1,2 hectare de produção do maracujá;
  • 2,5 mil pés da fruta;
  • 0,7 hectare (parreira adulta) de produção da uva niagara;
  • 1,3 hectare (parreira nova) de produção da uva niagara;
  • Cinco mil pés da fruta;

 

 

 

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