Em Criciúma, encher o tanque de gasolina ficou R$ 65 mais caro em um ano

Preço médio atual do litro do combustível é de R$ 6,91 na cidade. Em maio do ano passado, valor girava em torno de R$ 5,47

Foto: Nilton Alves/TN

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Gustavo Milioli
Criciúma

A escalada dos combustíveis tem deixado os motoristas de ‘cabelo em pé’. Para abastecer um tanque de 45 litros em Criciúma, com o preço médio da gasolina valendo R$ 6,91, custa, atualmente, R$ 311. Em maio do último ano, quando o litro do combustível girava em torno de R$ 5,47, o desembolso do condutor era de R$ 246. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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A diferença é ainda mais brusca se levarmos em conta o mesmo período de 2020. Àquela época, os postos da cidade mantinham o preço médio em R$ 3,75. Para completar o tanque, os clientes precisavam pagar R$ 168.

Apesar de o preço ter subido R$ 65 em apenas um ano (e R$ 143, se ampliarmos até maio do ano retrasado), o salário da grande maioria dos trabalhadores não foi reajustado na mesma proporção. O gás de cozinha também aumentou consideravelmente. Se hoje custa, em média, R$ 117 nas revendedoras de Criciúma, o preço era de R$ 83 há um ano e R$ 67 em 2020, de acordo com a ANP.

Com os itens essenciais tão caros, se faz necessário um replanejamento das finanças da casa para evitar as dívidas. Cada vez mais é preciso organização e ‘pés no chão’ para não fechar o mês no vermelho.

Recomendações para uma melhor organização financeira

O economista Geraldo Steckert Motta afirma que existem atitudes simples que podem ajudar as famílias a manter as contas em dia. Mesmo com uma margem reduzida para as despesas além do essencial, o especialista financeiro aponta soluções e mudanças de comportamento que auxiliam o contribuinte a ter um maior controle do próprio dinheiro. Segundo o recomendado por Motta, o primeiro passo é detalhar todos os gastos mensais para ter uma noção real do próprio custo de vida.

“Para fazer a organização financeira e pessoal, não é necessário usar planilhas e programas complexos, um caderno com todos os registros e planejamento para os meses seguintes já é suficiente para uma pessoa se organizar”, explica.

A partir desse detalhamento de gastos, o economista pontua que as pessoas vão ter condições de enxergar quais são as categorias de consumo que mais comprometem o orçamento mensal. Com esse exercício, será possível realizar ajustes que podem resultar em economias. “Ao retirar os gastos essenciais, você verifica o quanto sobra do seu rendimento. Nessa sobra, é que vem as suas escolhas. O problema é que as pessoas querem fazer essas escolhas (realizar gastos não essenciais) sem saber o quanto podem gastar”, revela.

Evitar os parcelamentos

Outra dica é evitar comprar produtos de forma parcelada. Na concepção de Motta, o ideal é que as pessoas se organizem financeiramente para realizar esta compra à vista. “Esse hábito de parcelar corrói aquela parte das ‘escolhas’. Você começa o mês e a maior parte dos dinheiro extra, além das despesas obrigatórias, já está consumida”, avalia.

Com essa análise vem o conselho de as famílias pouparem parte da sua renda e potencializar a economia por meio de investimentos. “Se você incluir no seu orçamento o hábito de poupar recursos e aprender como investir, com o tempo você pode gerar novas rendas que são oriundas de todo investimento”, explica o especialista. Além disso, Motta recomenda incluir os filhos no planejamento financeiro da família. Segundo ele, esse exercício é fundamental para a educação das crianças. “Se a criança entender essa dinâmica financeira, ela pode até participar desse plano de economizar”, comenta.

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