Criciúma: Inflação prejudica recuperação econômica de restaurantes

Mesmo com retorno do fluxo de clientes, faturamento não chega a 70% do que era antes da pandemia. Alta nos preços dos alimentos e combustíveis colabora diretamente para a dificuldade de estabelecer o fluxo de caixa antigo


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Tiago Monte

Criciúma

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O principal pico de internações nos hospitais, em função da pandemia da Covid-19, passou. Mesmo com o aumento das infecções, agora no começo de 2022, o cenário não é tão desesperador quanto no ano passado. Porém, para os proprietários de bares e restaurantes, a situação segue crítica. Mesmo com o aumento no fluxo de clientes, o faturamento está longe de ser o mesmo de antes da pandemia. “Nós não podemos reclamar de fluxo de clientes: eles estão gradativamente voltando, mas ainda existe a resistência. Muita gente está voltando, mas estamos exatamente nesse cenário de não ter 70% de faturamento do que tínhamos antes da pandemia. Os dois motivos principais: o pessoal gostou da experiência do delivery. De receber a comida em casa. E o segundo: ainda tem muita gente com medo de sair”, explica o presidente da Via Gastronômica de Criciúma, Joster Favero.

A dificuldade em retomar os números antigos também esbarra na alta inflação que assola os fornecedores. Os principais insumos tiveram alta nos preços, o que contribui para que a conta dos empresários não feche. “É fácil identificar os vilões: energia-elétrica, carne, arroz, açúcar, óleo, combustível, frango, suíno e até a própria cerveja, que teve reajuste. Tem também a negativa do Governo do Estado de tentar reduzir o ICMS para se igualar com a maioria dos estados. Hoje, o imposto do nosso Estado sobre bebidas é um dos maiores do Brasil. Tudo isso cria um cenário de inflação acima de 40%. E a gente não consegue repassar isso aos consumidores”, lamenta Joster.

Além da alta inflação, considerado o principal ponto de impedimento para o crescimento, há também a não isenção de impostos e a falta de renegociação por parte dos governantes. “Há um atraso no pagamento de impostos, que a maioria teve que fazer durante a pandemia, e a negativa do Governo Federal ao Refis – na palavra do presidente Bolsonaro. Essa soma resulta nessa situação complicada”, destaca o presidente.

Riscos de demissões e fechamentos são iminentes

Mesmo que a situação esteja menos complicada – em relação à pandemia – há o real perigo de demissões e fechamentos de negócios no setor. “Os riscos de fechamento e demissões são iminentes porque o cenário é muito, muito perigoso para o setor. Nós não temos uma política pública, seja em nível federal ou estadual pensando no setor. Isso complica muito”, diz.

Joster também destaca a situação das linhas de crédito, que estão complicando, ao invés de ajudar, os empresários.“Quem conseguiu teve que recorrer à um segundo empréstimo para quitar o primeiro, porque o fluxo de caixa não está sendo suficiente. Isso resulta no seguinte cenário: quem está conseguindo pagar as contas, levanta as mãos para o céu”, dispara.

*A matéria completa está no jornal TN desta quinta-feira

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