Criciúma: Foco na saúde dos comerciários

Chapa 2 busca ampliar os benefícios dos funcionários da classe, em Criciúma e região. Eleição acontecerá amanhã e quinta-feira


- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

A busca pela ampliação dos benefícios para a saúde dos funcionários do comércio, de Criciúma e região, é a principal bandeira da chapa 2, que concorrerá na eleição marcada para amanhã e quinta-feira. Liderada por Juliana Matias, Marcelo Ramos e Marguel Carvalho, os oposicionistas à administração atual focam no assistencialismo. “Nós buscamos ajudar o comerciário, que é uma categoria que trabalha bastante. A carga horária é grande e o trabalhador fica muito tempo em pé”, diz Juliana.

A eleição acontecerá das 8h às 18h – sem pausa ao meio dia – em seis urnas itinerantes, que passarão pelas empresas – e duas urnas fixas no sindicato para os trabalhadores que estão de férias ou perderam a passagem da urna. Estão aptos a votar, 491 comerciários – que são filiados ao sindicato dos trabalhadores e pagam mensalidade. “A nossa oposição é um pedido do comerciário. Eu tenho 19 anos de comércio e estou há dois anos liberada para trabalhar dentro do sindicato dos comerciários. Foi quando eu comecei esse trabalho, que eu percebi que precisávamos dessa mudança. E isso eu assimilei ao falar com os sócios-comerciários”, comenta a candidata à presidência.

Conforme Juliana, os comerciários consideram que o sindicato não representa mais a categoria como deveria.“Eles (Comerciários) pediram pela mudança, pois o sindicato não representa mais a categoria como deveria. Então, os nossos sócios comerciários – e até as demais categorias – estão pedindo essa renovação”, destaca.

Em busca de mais parcerias

Uma das propostas da chapa 2 é viabilizar mais parcerias com clínicas, laboratórios e convênio com internação. “Hoje, o trabalhador tem direito a consultas e laboratório. Isso com desconto. Mas se tu precisas de uma internação, não consegue com desconto. Então, nós vamos tentar viabilizar isso. Vamos buscar também clínicas e laboratórios para exames com preços mais acessíveis para quem é sócio do sindicato”, ressalta. “Buscaremos também a isenção de taxas para quem é sócio, pois ele já paga mensalidade do sindicato”, completa Juliana.

A candidata também quer proporcionar atendimento psicológico aos funcionários. “O trabalhador, hoje, recebe todo o tipo de cliente, que pode vir gripado e com outras doenças. E o trabalhador está ali para recebê-lo, recepcioná-lo. Inclusive, após a onda de Covid, pretendemos ter um psicólogo para auxiliar os trabalhadores e conversar”, comenta.

Facilidades para as mães comerciárias  

Os candidatos também querem facilitar a situação de mães que trabalham no comércio e precisam deixar os filhos em creches.  “Às vezes, a mãe vai matricular o filho na creche e a prefeitura designa para o bairro que ela mora, mas essa mãe pega um ônibus e vem para o Centro. Então, porque a gente não tenta fazer um ‘meio de campo’ entre o Lapagesse, que é do lado do trabalho dela. Assim, ela não precisa deixar o filho uma hora antes na escola e pegar uma hora depois”, pontua Juliana.

Para o candidato a tesoureiro, Marcelo Ramos, o bairro Santa Luzia é um bom exemplo de funcionalidade. “Na Santa Luzia, a gente tem um comércio grande e os funcionários desses comércios são do bairro. Os filhos deles ficam nas creches do bairro, então, fica mais tranquilo. Por que não fazer isso no Centro também? Vamos ser o elo entre o poder público e a mãe comerciária”, reforça.

Bom relacionamento com o sindicato patronal

A valorização dos profissionais do comércio também está na pauta da chapa 2. Porém, Juliana destaca que as negociações para aumento salarial da classe manterão o diálogo. “Isso será conversado. O bom diálogo entre empregado e patrão será mantido. Vamos decidir como agir com a nossa diretoria, mas vamos lutar pelo trabalhador. Vamos manter o bom senso entre ambas as partes”, comenta.

Marcelo reforça que a chapa busca viabilizar estratégias para evitar que os profissionais saiam do comércio. “Nossa categoria vem caindo em descrédito há algum tempo. Teve um tempo atrás que as pessoas tinham orgulho de vestir a camisa do comércio. Queriam entrar no comércio. Hoje, nós temos as pessoas caminhando para indústria e deixando o comércio. Muito por conta de horários, que acabam desagradando, e também a defasagem salarial, comparado com a indústria. Uma das nossas iniciativas é ter um olhar diferenciado para isso. Não podemos deixar o nosso trabalhador vulnerável a essa situação. Nós temos que ter responsabilidade e elos entre o sindicato patronal e o laboral para que se chegue ao senso comum”, pontua.

O candidato a tesoureiro enfatiza que o aumento salarial voltará para o mercado local. “Esse aumento, que muitas vezes é pouco, volta para o comércio. A gente recebe o aumento e o dinheiro fica na empresa que trabalhamos. Então, teoricamente, o nosso dinheiro do aumento fica no comércio e gira”, ressalta.

Marcelo também reforça que a chapa buscará desenvolver os profissionais. “Vamos ser parceiros da CDL e do sindicato patronal. Podemos nos dar as mãos e dar cursos para os trabalhadores. Pela falta de mão de obra, a gente pode buscar uma forma de capacitar os profissionais do comércio. Isso para não deixar as pessoas saírem do nosso setor e migrarem para outro segmento”, finaliza.

Eleitores aptos:

225 aposentados

266 na ativa

491 total

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.