Tubarão: SC registra mais uma morte por Influenza A

Mulher tinha 85 anos e estava internada há três dias no Hospital de Tubarão

Foto: KACPER PEMPEL/REUTERS

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Santa Catarina registrou mais uma morte por Influenza A. Dessa vez, foi em Tubarão. Uma idosa, de 85 anos, morreu após contrair o vírus. Segundo a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), a vítima tinha diabetes, miocardiopatia dilatada e bronquite e foi infectada pelo vírus da Influenza A, ainda sem subtipagem identificada.

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Ela estava internada desde o dia 26 no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, onde faleceu três dias depois. A informação foi divulgada por nota, na sexta-feira (31), pelo hospital.

Ainda segundo o documento, o caso foi devidamente notificado à vigilância epidemiológica local, assim como a do Estado.

Essa já é a terceira morte por Influenza A em Santa Catarina. Em dezembro, uma adolescente de 12 anos, moradora de Brusque, morreu por H3N2. Na mesma época, também foi registrada a morte de uma idosa de 96 anos, em Joinville. A última o subtipo do vírus ainda não foi identificado pela Dive.

Casos de Influenza

Até dezembro de 2021, foram registrados 55 casos de Influenza no Estado, sendo um caso de Influenza A (H1N1) pdm09, dois casos de Influenza B, 47 casos de influenza H3 e cinco casos de influenza A (não subtipo ou inconclusivo).

Na época, a Secretaria de Estado da Saúde já havia emitido um alerta orientando as cidades a realizar o protocolo indicado pelo Ministério da Saúde.

Em Santa Catarina, a vigilância do vírus Influenza está sendo realizada através das coletas nas Unidades Sentinelas para Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, além da análise de todos os caso de SRAG internados em UTI e óbitos.

H3N2

Na visão do diretor da Dive/SC, João Augusto Brancher Fuck, embora os resultados sobre a “proteína da superfície neuraminidase (N) ainda não tenham sido divulgados”, é provável que o vírus circulante em Santa Catarina seja o H3N2, considerando as informações sobre a doença nos outros Estados do país.

“A prevenção é uma das formas da população ficar protegida. A ventilação natural dos ambientes é uma das principais medidas de prevenção da gripe e de diversas outras doenças de transmissão respiratória, como Covid-19, resfriado, meningite, entre outras”, explica diretor.

O diretor completa que a chamada etiqueta da tosse é fundamental para a prevenção. Isso porque as gotículas infecciosas expelidas em tosses ou espirros podem alcançar até 1,5 metro de distância, atingindo pessoas e toda a região próxima.

Como se prevenir?

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir o nariz e boca com o antebraço ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter o uso da máscara, especialmente nos locais pouco ventilados ou em que não é possível manter o distanciamento social;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
  • Evitar sair de casa em período de transmissão da doença;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Por que casos estão aumentando em SC?

Para o pesquisador Fernando Motta, da Fiocruz, um dos motivos da alta disseminação é o fato de não enfrentarmos epidemias do vírus no último ano. “A falta de circulação fez com que não tivéssemos contato com o vírus Influenza e não rememoramos nosso sistema imunológico a combater o vírus”, explica.

A baixa imunização contra a Influenza neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, e o fato da cepa Darwin ser “diferente” dos subtipos combatidos nas campanhas de imunização também favoreceram a proliferação. Apenas 67.4% dos catarinenses aptos para tomar a vacina da gripe em 2021 compareceram nos postos, segundo o Ministério da Saúde.

“Nós retomamos agora com esse subtitpo H3N2, presente na população humana desde 1968. Logicamente, a medida que os anos passam, alterações vão acontecendo e esse subgrupo está associado à cepa Darwin”, explica Mota.

*Com informações do ND+

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