Sul de Santa Catarina tem quatro cidades infestadas pela dengue

Oito mortes pelo mosquito transmissor Aedes aegypit já foram registradas no Estado apenas nesse ano

Foto: Nilton Alves /TN

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Os números de casos de dengue aumentaram significativamente em Santa Catarina. Em comparação ao mesmo período no ano passado, o crescimento foi de 210% nos casos confirmados. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), dos295 municípios, 125 estão infestados. Destes, quatro cidades pertence à região Sul.

“O Sul catarinense ainda não tem tantos municípios infestados, mas olhando para o Oeste, a Grande Florianópolis e Vale do Itajaí, por exemplo, são muitos. Isso gera grande risco de transmissão e serve com um alerta para o Estado como um todo”, disse João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive/SC.

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Boletim da Dive

Conforme o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Dive, do período de 2 de janeiro a 2 de abril, 22.561 casos de dengue foram notificados no território catarinense. Desses, 9.422 foram confirmados (8.197 pelo critério laboratorial e 1.225 pelo critério clínico epidemiológico), 70 inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 4.540 foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue, e 8.529 estão em investigação pelos municípios.

Já em relação à situação entomológica, os 125 municípios considerados infestados representam um incremento 13,6% em relação ao mesmo período de 2021, que registrou 110 municípios nessa condição.

O Boletim Epidemiológico ainda explica que total de casos confirmados até o momento, 7.515 são autóctones (transmissão dentro do estado), 71 casos são importados (transmissão fora do estado), 1.725 casos estão em investigação de Local Provável de Infecção (LPI) e 111 são indeterminados, pois não foi possível definir o LPI.

Os quatro municípios do Sul de SC infestados pelo mosquito Aedes aegypti são Passo de Torres (baixo risco), Sombrio (alto risco), Araranguá (baixo risco) e Imbituba (baixo risco). “É possível controlar. Se fortalecer ações como realizar visitas nos imóveis e fazer tratamento químico, certamente terá impacto positivo no controle do vetor”, explicou Fuck.

Mortes por dengue

Oito pessoas morreram por causa da dengue durante este ano no Estado. Uma morte foi registrada no Sul, tendo sido em Criciúma. Trata-se de um homem de 40 anos, que contraiu a doença em São Paulo, ou seja, um caso importado. Os demais óbitos aconteceram em outras regiões: Brusque, Caibi, Chapecó, Itá, Romelândia e Xanxerê.

A matéria completa você lê nas páginas 6 & 7, na edição desta terça-feira do Tribuna de Notícias

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