Siderópolis: homem acusado de matar filha tem condenação por tráfico

Ele já foi sentenciado por estar envolvido na comercialização de entorpecentes na região. Inquérito poderá ser concluído ainda hoje

Divulgação PM
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Érik Borges

Criciúma

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B.J.C., de 25 anos, acusado de matar a própria filha asfixiada com um travesseiro em Sideróplis, já foi condenado por crime de tráfico de drogas na região. Além disso, ele também seria usuário de drogas e foi flagrado sob efeito de entorpecentes após a morte da bebê de um ano e um mês, na segunda-feira, dia 7, no bairro Vila Esperança.

De acordo com o responsável pela delegacia de Siderópolis, Frank Vieira, o inquérito poderá ser concluído ainda hoje, embora o prazo seja de 10 dias para a conclusão. “A gente já ouviu cinco testemunhas e mais algumas serão ouvidas nesta quarta-feira”, revela Vieira.

A pena para o crime de feminicídio é de 12 a 30 anos. “É a pena de reclusão o grave no nosso ordenamento jurídico. Além disso, teria ocorrido maus-tratos e tortura, inclusive por parte da mulher, que deveria proteger a criança e não se omitir. Quem poderá fazer a denúncia e processar de fato é o Ministério Público, após conclusão do inquérito”, diz Vieira.

 “Não foi a primeira vez”

Não foi a primeira vez que ele asfixiou a própria filha. Essa afirmação é de uma das testemunhas que prestou depoimento na Polícia Civil após o feminicídio de uma criança de um ano e um mês, em Siderópolis, nessa segunda-feira, dia 7, no bairro Vila Esperança. B.J.C., de 25 anos (pai da criança), é usuário de drogas e no momento da abordagem após o crime, os agentes da Polícia Civil e policiais militares constataram que ele estava sob efeito de algum entorpecente.

A mãe da criança (Q.D.S.N), de 19 anos acusou o homem de ter asfixiado a vítima com um travesseiro, e que ele era violento e impossibilitava que a mãe impedisse os atos de tortura. Além disso, a avó da criança relatou que o casal utilizava drogas.

Relembre o caso

O pai da criança levou a vítima para o hospital, alegando que ela havia sofrido um mal súbito, na segunda-feira. Ao chegar à unidade hospitalar, a vítima já estava com ausência de sinais vitais.

Os técnicos do Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte da criança foi asfixia.

De acordo com a mulher, posteriormente, a criança teria voltado ao normal e dormido durante toda a noite. Pela manhã, a mulher relatou que foi realizar a troca de fralda da bebê, quando percebeu que ela já estava gelada e sem os sinais vitais. Ela, então, pediu ajuda na vizinhança, quando foi ajudada para ser levada ao pronto atendimento São Lucas, em Siderópolis.

O casal chegou na unidade de saúde e após isso a PM foi acionada. Os policiais relataram que o homem estava apresentando comportamento violento. Dessa forma, ele foi preso em flagrante. Durante a prisão, ele danificou o compartimento da viatura onde estava sendo colocado.

Na ocorrência os policiais destacaram que a mãe da vítima não tomou nenhuma atitude para evitar o fato ocorrido na madrugada e mesmo presenciando a agressão contra sua filha não acionou a PM.

Ao chegar à delegacia de Polícia Civil de Criciúma, o suspeito desacatou os policiais envolvidos, os chamando de corruptos e falando palavrões. Também ameaçou de morte os policiais militares e civis do local ocorrência. Ameaçou matar também a sua companheira. Depois disso, ele foi colocado na cela e aparentava estar sob efeito de substâncias como álcool e/ou drogas.

 

 

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