Siderópolis: bebê morta pelo pai por asfixia sofria maus-tratos

A causa da morte da menina de um ano e um mês foi confirmada ontem pelo Instituto Médico Legal e ocorreu durante a madrugada. Casal foi detido e responderá por diversos crimes, entre eles, feminicídio, tortura e omissão

Foto: Divulgação
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Érik Borges

Siderópolis

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Uma criança de um ano e um mês foi asfixiada até a morte, em Siderópolis, ontem, no bairro Vila Esperança. O acusado é o próprio pai da criança, que teria levado a vítima para o hospital, alegando que ela havia sofrido um mal súbito. Ao chegar à unidade hospitalar, a vítima já estava com ausência de sinais vitais.

Os técnicos do Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte da criança foi asfixia. De acordo com a ocorrência, os policiais colheram o depoimento da mãe da criança (Q.D.S.N), de 19 anos, que relatou que o companheiro B.J.C., de 25 anos (pai da criança), na noite anterior, tentou sufocar a criança tapando a boca e o nariz pelo fato dela estar chorando.

Ainda de acordo com a mulher, posteriormente, a criança teria voltado ao normal e dormido durante toda a noite. Pela manhã, a mulher relatou que foi realizar a troca de fralda da bebê, quando percebeu que ela já estava gelada e sem os sinais vitais. Ao contatar o fato, ela pediu ajuda na vizinhança. A criança foi levada ao pronto atendimento São Lucas, em Siderópolis, com ajuda dos vizinhos.

Ao chegarem à unidade de saúde, a PM foi acionada. Lá os policiais constataram que o suspeito (B.J.C.) estava totalmente alterado. Dessa forma, foi feita a abordagem ao homem e realizada a prisão em flagrante. Os policiais destacaram que o homem estava com comportamento agressivo e danificou o compartimento de carga da viatura policial.

A Polícia Militar destaca que a mãe da vítima não tomou nenhuma atitude para evitar o fato ocorrido na madrugada e mesmo presenciando a agressão contra sua filha não acionou a PM. O Conselho Tutelar de Siderópolis foi acionado para comparecer ao local.

Ao chegar à delegacia de Polícia Civil de Criciúma, o suspeito desacatou os policiais envolvidos, chamando-os de corruptos e proferiu alguns palavrões. Também ameaçou de morte os policiais militares e civis envolvidos na ocorrência, além da sua companheira. Também estava visivelmente alterado, se debatendo quando colocado na cela e sob efeito de substâncias como álcool e/ou drogas, motivo pelo qual foi mantido algemado desde sua chegada na Central de Plantão Policial.

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