PRF alerta para os acidentes com motociclistas na região

“Veículo muito frágil”, declara chefe de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Fiamoncini

Lucas Colombo / Arquivo TN

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Érik Borges

Criciúma/Araranguá

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A motocicleta é um veículo muito popular e é utilizada tanto como meio de transporte para trabalhar como também para lazer. Só que acidentes envolvendo motociclistas são registrados com frequência na região. E isso gera preocupação de todos os órgãos responsáveis pela segurança no trânsito, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que tem jurisprudência em rodovias federais. Hoje, no Dia Nacional do Motociclista, o alerta é feito. A culpa muitas vezes não é do motociclista, mas a principal vítima acaba sendo o condutor ou caroneiro da moto pela maior exposição que o veículo tem no trânsito.

O chefe de Comunicação da PRF, Adriano Fiamoncini, explica que a motocicleta é mais barata  em comparação aos automóveis, além de ser mais econômica e ágil no trânsito. “A moto tem uma série de vantagens. O problema é que na ocasião de um acidente, a motocicleta se revela como um dos piores veículos já inventados pela humanidade, porque ela não traz proteção nenhuma ao motociclista. A única coisa que pode te proteger é um capacete e roupas grossas, como uma jaqueta de couro”, exemplifica Fiamoncini.

No trânsito, a motocicleta é um veículo muito frágil. Fiamoncini destaca que os acidentes envolvendo motociclistas, na grande maioria das vezes, gera ferimentos e, alguns, inclusive, com condutores e caroneiros indo a óbito. “Ainda que o motociclista tenha razão, ainda que o culpado seja o carro, caminhão ou outro veículo automotor, no fim das contas, quem vai se machucar com gravidade é o motociclista, porque ele será projetado a longa distância e vai quebrar uma mão, um pé, uma perna ou pior, pode bater a cabeça e ter traumatismo craniano ou ser atropelado por outros veículos que também estão seguindo na via”, detalha Fiamoncini.

Ele conta que vê diariamente, motociclistas realizando manobras arriscadas na via, como por exemplo, andar em ziguezague entre os veículos e usar o corredor da pista sem o cuidado necessário. Ele afirma que não é proibido usar o corredor, pois o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe. “Mas o motociclista que usar o corredor sem a segurança necessária está se colocando em um risco muito grande. Quando o trânsito está parado por congestionamento em uma rodovia duplicada, o motociclista pode ir se adiantando devagar utilizando o corredor, mas o corredor não é uma pista liberada para motociclistas andarem em altíssima velocidade”, alerta Fiamoncini.

Segundo ele, qualquer distração ou batida do guidão da moto com o retrovisor do carro, o motociclista vai para o chão e, se o trânsito estiver, fluindo, o motociclista pode ser acidentalmente atropelado por outros veículos. “A maioria das mortes de motociclistas em rodovias federais se dá porque o motociclista foi atropelado por outros veículos depois de cair”, finaliza Fiamoncini.

Na região, entre junho e julho, dezenas de acidentes envolvendo motociclistas que se feriram ou morreram foram registrados nos municípios do Extremo Sul e da Região Carbonífera. Em Criciúma, no último mês, um adolescente de 16 anos morreu após bater a cabeça em uma pedra, ao cair da moto, no bairro Mãe Luzia.

Já no bairro Imperatriz, um homem de 56 anos morreu ao colidir contra uma cerca de madeira, na rua Lourenço Zaneti Neto. Já em Urussanga, a vítima fatal tinha 43 anos e o óbito foi registrado por conta de uma colisão contra um caminhão, na rodovia SC-108.

Já no início deste mês, uma mulher de 38 anos morreu no hospital após se envolver em um acidente na SC-445, em Içara. Ela conduzia uma Honda/Biz, com placas de Criciúma, quando colidiu contra um Renaut/Clio, no bairro Presidente Vargas.

 

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