Mulher de desaparecido em Laguna não acredita que marido esteja vivo

Alexsandra Joaquim narrou o drama da família de Diego Scott, há mais de um mês

Foto: Divulgação
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Laguna

Os familiares de Diego Scott, que desapareceu após uma abordagem policial em Laguna, no Sul do Estado, em 15 de janeiro, não têm mais esperanças de que ele esteja vivo.

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Há mais de um mês sem notícias do marido, Alexsandra Joaquim espera que, com a prisão dos policiais que abordaram Diego, venha a confissão de que houve um crime.

O outro desejo de Alexsandra é que os policiais digam onde o corpo do marido dela foi deixado, para que a família possa se despedir de Diego com um enterro digno.

“Quero poder falar para o meu filho: ‘teu pai está enterrado lá. Não tenho essa resposta hoje para dar ao meu filho”, lamentou a esposa.

Os dois policiais investigados pelo sumiço de Diego foram presos, de forma preventiva, a pedido da Justiça Militar, na segunda-feira (15), quando o desaparecimento completou um mês.

Diego e Alexsandra se conhecem há quase 20 anos. Há nove, iniciaram o relacionamento e, logo em seguida, tiveram um filho: Miguel. Com oito anos, o garoto também está aflito com o desaparecimento do pai.

“O menino está sofrendo, porque eles eram muito apegados. Ele disse esses dias: ‘saudade de escutar meu pai falar que me ama’”, contou Alexsandra.

Segundo ela, o marido tinha problemas com drogas, principalmente o álcool. Diego ficava agitado depois de beber e, por isso, diversas vezes, ela acionou a polícia para ajudar.

“Não foi a primeira vez. Teve vários episódios de a gente ter chamado a polícia para acalmar ele. Sempre por isso: briga familiar, discussão. Não era agressão. Isso de falarem que ele nos agrediu, é mentira”, ressaltou.

Em função da dependência química, nos últimos anos, Diego não se dedicava ao trabalho, segundo a esposa. Pescador artesanal, passava as manhãs com o filho, enquanto a esposa trabalhava na Prefeitura de Laguna.

Nos últimos quatro anos, ele estava se controlando nas drogas, pois Alexsandra disse que se não parasse, se afastaria do marido.

“Como ele não queria que eu tirasse o filho de perto dele, que ele sempre amou muito, sempre muito apegado, ele deu uma maneirada, mas com a bebida, sempre difícil”, lamentou a esposa.

Segundo ela, Diego nunca incorreu em violência doméstica contra seus familiares: “Tem gente que imagina que ele me batia. Não! Nunca.”

A última vez

Diego Scott foi levado pela polícia às 17h do dia 15 de janeiro de 2021. Depois que os policiais disseram que não prenderiam seu marido, Alexsandra foi para o quarto. Ela conta que o marido pegou cigarro, isqueiro, saiu para rua sem camisa e ficou na frente de casa.

Um boletim de ocorrência foi feito na casa deles e, nesse momento, os aparelhos que comumente registram a ação dos policiais estavam ligados.

“No momento que saíram do portão, saíram com maldade, porque desligaram tudo. Na perícia do tablet da viatura, consta que, depois que prenderam o Diego aqui, o GPS do tablet foi desligado. Por quê?”, quer saber a esposa de Diego.

Diego Scott tem três irmãos vivos. Um quarto irmão morreu há quase oito anos, depois de ser internado em uma clínica de dependência química, onde infartou.

“Agora acontece isso com outro filho, então para ela [mãe de Diego] como mãe, meu Deus. Eu como esposa estou sofrendo, mas imagina ela como mãe”, contou Alexsandra.

Triste, dona Maria da Graça Scott vive se perguntando: ‘o que eu fiz?’ Nesses momentos, a nora tenta acalmá-la, dizendo que Maria não é responsável pelas duas tragédias.

Com informações do NDmais

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