Atropelamento e morte de ciclista causam comoção em Criciúma

Acidente de trânsito levanta problema na Vila Selinger, que não possui redutores de velocidade no principal trecho da comunidade

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Geórgia Gava

Criciúma

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Mais uma vida perdida pela imprudência no trânsito. Na quarta-feira, Anderson Araújo Burato, de 30 anos, morreu a caminho do trabalho, na Rua São Cristóvão, bairro Demboski/Vila Selinger, em Criciúma. A vítima estava com uma bicicleta elétrica, quando foi atingida por um veículo Volkswagen Amarok. O condutor da camionete fugiu do local sem prestar socorro. O acidente trouxe à tona um problema da comunidade.

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O fluxo de veículos na Rua São Cristovão é intenso, já que liga o município de Morro da Fumaça a Criciúma. Muitos trabalhadores utilizam o trecho, assim como Anderson. Antes, o trajeto de estrada de chão batido, mas com a construção da Estação de Tratamento de Esgoto, o asfalto foi implantado por meio de uma medida compensatória do município.

Para muitos, a implantação do asfalto pode ser sinônimo de desenvolvimento e, de fato, é. Mas, os moradores da comunidade têm pagado um preço alto por isso, já que não há redutores de velocidade que trazem mais segurança ao trânsito. “Estamos à mercê da imprudência”, diz um residente do local, que prefere não ser identificado. Para ele, a falta de segurança na via só poderia ser resolvida com lombadas ou radares.

Pelo menos três acidentes já foram registrados no trecho, um deles, o último, foi fatal. “Aqui era uma estrada ruim, de chão, barro, tinha pouco movimento. Depois, com o asfalto, a gente pediu que tivessem as lombadas, prevendo que iria acontecer isso [acidente]. Eles alegaram que não, que só poderia ter depois do trecho pronto. Nisso, protocolocamos o pedido e falamos com os responsáveis. Mas, não sentimos confiança. Agora, a rua está em perigo”, lamenta a presidente da Associação de Moradores, Valdete Galant Novak.

No trecho, há placas de sinalização de lombadas. “Faz uns 40 dias que colocaram. Estamos cobrando, mas eles não fazem. Até que ontem [quarta-feira], aconteceu essa fatalidade. A comunidade está revoltada, totalmente fora de equilíbrio”, acrescenta Valdete. “O secretário Tita [de Infraestrutura] nos prometeu que até quinta-feira que vem, as lombadas vão ser colocadas. Mas, só que assim, até quinta-feira que vem, muita coisa pode acontecer”, completa.

A representante dos moradores teme que aconteçam outros acidentes, visto que o trecho é utilizado por muitos trabalhadores e, inclusive, crianças e adolescentes que frequentam as escolas da região. “É muito problema. Não sei se esse asfalto trouxe benefício ou malefício para a comunidade. Até então, a gente ‘comia’ poeira, mas tínhamos segurança”, finaliza Valdete.

O motorista que fugiu sem prestar socorro ainda não foi identificado. Ele poderá responder por homicídio culposo – quando não há intenção de matar ou, até mesmo, homicídio doloso – quando há intenção de matar. A definição dependerá das investigações, que já estão a cargo da polícia.

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